(*) Tudo vai ser diferente
Uma pena a morte de Turmaline, em plena raia, vitimada por um edema. Sua proprietária, Marlene Serrador, chorava copiosamente, já que Turmaline era sua “filha” predileta. Ninguém sabe os motivos que fizeram a égua ter o edema.
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Maravilhosa a vitória de Bretagne no domingo, na primeira prova da Tríplice Coroa das éguas. Embora não tivesse percurso dos mais felizes, prejudicada mesmo nos 900 metros, ainda teve forças para, numa atropelada curta, derrotar a excelente Jolarka, que vendeu caro a derrota. Só na altura do totalizador a ganhadora conseguiu uma vantagem.
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Não entendemos de política, nunca entendemos, aliás. No entanto, pelo que se comenta, ainda entendemos menos na atual conjuntura. Chapas são formadas e desmanchadas, algumas com nomes inacreditáveis.
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Há um guichê de apostas ao lado do estacionamento dos carros, de pouco uso durante as carreiras. Mas se um sócio ou um proprietário vier em seu carro, de bermuda ou short, para fazer uma aposta ali, não tem entrada. Bem que podia ser permitida a entrada naquele local, até o antigo “Recanto do Pangaré”. Dali em diante, nada feito. De bermuda, entra–se em todos os restaurantes da Zona Sul, em cinema, nas compras etc. Na Tribuna Especial, junto à social, ficam de short e até sem camisa. Na época atual, temos de aproveitar todas as oportunidades daqueles que querem apostar. Sábado passado, vimos quatro barracões naquele portão, de pessoas que encostavam os carros e iam apostar. Medida urgente. Nada contra. Alô, Dr. Lemgruber!
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Já temos o catálogo e nossa seleção dos potros do Haras Fronteira, de Bagé. Não devemos esquecer que esse haras é sempre o segundo ou terceiro na estatística da nova geração, embora contando com muito menos produtos do que os outros. Logo, são animais que ganham e faturam. Vendidos em seis prestações, com 20% de entrada. E já aparecem muitos pretendentes.
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Muitos treinadores ainda levam com calma seus potrinhos, esperando uma melhoria no calor, o que está custando a acontecer. Segunda–feira, quando a grama foi aberta, dezenas deles fizeram somente galopes de reconhecimento, muito pouco foi exigido. Na semana anterior, a mesma coisa. O que, no entanto, é verdade é que os potrinhos nunca tiveram tantas oportunidades na grama quanto na atual temporada. As chuvas de outros anos obrigavam o fechamento da pista. A maioria só ia conhecer a raia no dia da corrida. Nesta temporada, tudo vai ser diferente.
(*) Texto publicado originalmente na Revista JCB, na década de 1980, por Heitor de Lima e Silva, o Bolonha.
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