Aos 21 anos, o gaúcho Vagner Borges vive, segundo faz questão de afirmar, o melhor ano de sua vida. E por fazer parte do mundo turfístico, para o jovem piloto do craque Bal a Bali, do Stud Alvarenga, o seu final de ano será comemorado no próximo dia 30 de junho. A partir de 1º de julho, começa tudo de novo, a exemplo do que acontece com o calendário hípico. A maior de todas as alegrias foi o nascimento de Sophia Helena, na véspera do triunfo de Bal a Bali no Grande Prêmio Brasil. No dorso do craque, ele também ganhou seu segundo Derby, além de fechar a Tríplice Coroa carioca. Feliz com a conquista da estatística clássica nacional e com a segunda estatística da Gávea, Borges ressalta a necessidade de ficar focado no trabalho para tentar ter outra temporada vitoriosa entre 2014 e 2015.
“Montar para o Stud Alvarenga foi à chave de tudo. Com bons cavalos, as vitórias batem na porta da gente. E com um cavalo de exceção, como Bal a Bali, é possível disputar todos os páreos importantes e levar a melhor sempre. Gostaria de ressaltar o trabalho de toda a equipe, com treinadores excepcionais como Guignoni, Sampaio, Christiano Oliveira, o mestre Alcides Morales e a veterinária Cristina Vieira. Fica fácil montar para pessoas de tanta competência e que apresentam os cavalos sempre em grande forma. Mas agora é hora de se concentrar no futuro. No turfe, não dá para se acomodar, senão um trator passa por cima”, filosofa.
Borges admite ser um pai “coruja” que curte demais a pequena Sophia. Elogia o comportamento calmo da filha, que chora pouco e não tem incomodado o seu sono. Acostumado à vida pacata do interior, Borges diz que é um muito caseiro e, dessa forma, não encontra dificuldades na profissão. Pretende se concentrar mais ainda no trabalho e, desde já, projeta uma temporada das mais difíceis, com competitividade feroz entre os colegas. Aponta Dalto Duarte como o maior obstáculo outra vez, mas não descarta alguma surpresa, que segundo ele pode ser Valdinei Gil ou Henderson Fernandes. Com relação às perspectivas na esfera clássica, reconhece estar ansioso para voltar a montar Bal a Bali em agosto, na Gávea. E também já sonha com a possibilidade de conduzir o craque no exterior, possivelmente em novembro, na Breeder’s Cup.
“Montar um cavalo como Bal a Bali enche a gente de orgulho e de satisfação. A adrenalina vai lá em cima. Quando se entra na raia e acontece a largada, já se sabe que dificilmente vai perder. Ele corre demais! Acelera com uma vontade impressionante, parece até que vai voar. E voa mesmo”, brinca.
por Paulo Gama