Saudades do Posto 6 (*)
Incrível o nervosismo das éguas que disputaram domingo o Grande Prêmio Henrique Possolo. Uma pena que a Deep Blue, de tanta categoria, se apresentasse tão nervosa. Quando largou, ela já havia perdido metade de sua carreira, de tanto disparar e ser colocada nos boxes. A parelha Belle Valley e Byzantine também se apresentou muito nervosa, tanto que o jóquei A. Oliveira levou uma cabeçada inesperada da Belle Valley, o que quase o deixou desacordado.
Foi para o Serviço Médico, onde fizeram um ligeiro curativo. Voltou para as cintas e depois teve de dar cinco ou seis pontos perto do supercílio. Queen Cell, ao contrário, estava menos nervosa do que nas outras oportunidades. Ela que também é uma égua muito nervosa.
Enquanto isso, o Juvenal nem queria saber se a sua montada, New Filly, estava nervosa ou não: voltou a ganhar e recebeu grandes aplausos do público presente, que nunca o esqueceu. Ele é mais gente, mais povo. Pena...
Esta semana voltaremos a ter o Juvenal, montando o estreante paulista Hafizabad, um “leão” que correu quatro e ganhou três. O outro da parelha, o Heracleon, também ganhou outra, correndo quatro. É filho de Karabas e Artic Queen. O outro é Baronius e Top Star. Parelha forte!
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Faleceu na semana passada o antigo despachante do Jockey Club Autricliliano, o velho “Strika”. Era ele quem tratava da entrada e saída dos cavalos estrangeiros que aqui aportavam para o Grande Prêmio Brasil. Embora continuasse trabalhando, nunca mais apareceu pelo prado. E chegou, em certa época, a ter uns cavalinhos. Nossa saudade.
E falando em saudade, morreu também o Max Newton Bezerra, funcionário aposentado da Caixa Econômica Federal, nosso amigo de muitos e muitos anos. O Max tinha uma noção só sua do turfe e, sempre que nos encontrava na praia, fazia o mesmo pedido: “Você que está por dentro daquelas “mutretas” do jóquei, quando tiver dois cavalinhos de rateio alto, me chama que eu vou ao prado com você. Assim vale a pena a gente apostar”. Eu respondia sempre assim: “Tá ok, Max”. Nunca o chamei, como também nunca tive dois cavalinhos certos, de pule alta, no mesmo programa. Também para sua esposa, Norma, e sua sogra, Dona Bebê Barreto, da mais antiga rede de vôlei do Posto 6, nosso abraço.
(*) Texto publicado originalmente na Revista JCB, na década de 1980, por Heitor de Lima e Silva, o Bolonha.
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