Vagner Borges, líder da estatística do turfe carioca, mantém–se cauteloso apesar da vantagem de 22 vitórias sobre Dalto Duarte na estatística de jóqueis. O jovem piloto lembra que no conjunto de três reuniões desta semana está suspenso nas duas primeiras – sexta–feira e sábado – e, portanto, considera possível a reação do temível rival. Por outro lado, ressalta que vive um grande momento na vida profissional e pessoal, com o nascimento da primeira filha, Sophia Helena, e a vitória de Bal a Bali no Grande Prêmio Brasil.
“Não posso querer maior felicidade. Minha filha nasceu com saúde e comporta–se tão bem que a gente nem escuta ela chorar. O triunfo no Grande Prêmio Brasil também veio na hora certa. Deve ser uma tremenda angústia o jóquei montar durante muitos anos e não vencer o páreo mais importante do seu País. Acabar com essa agonia logo no início de carreira é uma benção divina”, afirma.
Borges analisa com cautela a disputa da estatística, única etapa que está faltando para ter um ano perfeito. Reconhece ser difícil, em apenas duas semanas, um jóquei tirar a diferença de mais de 20 vitórias, mas prefere manter os pés no chão. “Quando se tem um adversário tinhoso como o Dalto, é sempre bom ter cuidado. Ele monta dois dias sem que eu esteja na raia. Assim, prefiro aguardar a próxima semana, última da temporada, para falar em estatística”, explica.
A boa fase de vários pilotos no turfe carioca permite prever disputa ainda mais acirrada no ano hípico 2014/2015, segundo Borges, que elogia Dalto Duarte, mas faz questão de afirmar que considera outros colegas em condições de lutar pelo topo do ranking. “O V. Gil e o H. Fernandes também podem brigar conosco. E vale lembrar o Lavor, que me derrotou no Torneio de Jóqueis da semana do Grande Prêmio Brasil. Pretendo me manter focado pois agora tenho mais uma boca em casa e a gente não pode brincar em serviço”, encerrou bem–humorado.
por Paulo Gama