1953 – Argentino GUALICHO conquista um bicampeonato consagrador
Sempre dirigido por Olavo Rosa e treinado por Manoel Branco, Gualicho tornou–se o terceiro bicampeão da prova e, fato inédito até os dias atuais, bicampeão também do GP São Paulo. Num campo reduzido – apenas dez competidores – Gualicho voltou a vencer e deixou longe o segundo colocado, Away. Qüiproquó e Platina foram terceiro e quarto, respectivamente. Para muitos, o filho de The Druid e Golconda foi o melhor cavalo que já correu no Hipódromo da Gávea.
(em 2 de agosto de 1953)
1º Gualicho (ARG)…… O. Rosa ………………………. 59
2º Away …………………. F. Irigoyen ……………………. 59
3º Quiproquó …………… J. Marchant …………………… 57
4º Platina ……………….. E. Castillo ……………………… 57
5º Obolenski ……………. D. Ferreira …………………….. 57
6º Do Well ………………. A. Araújo ………………………. 59
7º Baltimore …………….. R. Martins …………………….. 57
8º Reveur ………………… R. Ferreira ……………………. 59
9º Gatillo …………………. O. Ulloa ……………………….. 59
10º Solano …………………. A. Portilho ……………………. 59
GUALICHO, masc., castanho, 5 anos, Argentina, The Druid e Golconda – Proprietários: Almeida Prado e Assumpção – Treinador: Manoel Branco – 3.000m – 185s1/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1954 – EL ARAGONÉS, a primeira vitória do craque Rigoni
Luiz Rigoni, considerado por muitos o melhor jóquei brasileiro de todos os tempos, deu demonstração inequívoca de sua categoria ao dirigir o argentino El Aragonés no GP Brasil de 1954. Trazia o filho de Ramazon e El–Chú na última colocação até a entrada da reta de chegada e atropelou, no momento exato, para o defensor do Stud Piratininga livrar pequena diferença sobre a excepcional Joiosa. Bakari e o nacional Quati terminaram a seguir. Titanic e Efusivo caíram durante o percurso.
(em 1 de agosto de 1954)
1º El Aragonés ………. L. Rigoni …………………….. 59
2º Joiosa ……………….. E. Castillo …………………….. 54
3º Bakari ……………….. L. Diaz ………………………… 56
4º Quasi ………………… A. Araújo ……………………… 59
5º Yorick ………………… P. Blanc ………………………. 52
6º Panther ………………. P. Vaz ………………………… 59
7º Taia …………………… L. Espinosa ………………….. 54
8º Gatillo ………………… D. P. Silva …………………… 59
9º Pontino ………………. S. di Tomazo ………………… 56
10º Quiproquó …………… J. Marchant ………………….. 58
11º Cyro ………………….. G. Silva ……………………….. 56
12º Mundo………………… C. Martinez …………………… 59
13º Indocil ……………….. L. Gonzalez …………………… 59
14º Sassú…………………. M. Garcia ………………….. 52/54
15º Titanic(*) ……………. J. P. Souza ……………………. 59
16º Efusivo(*) …………… Om. Reichel …………………… 59
(*) caíram
EL ARAGONÉS, masc., castanho, 5 anos, Argentina, Ramazon e El–Chú – Proprietário: Stud Piratininga – Treinador: O. Ojeda. 3.000m – 185s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1955 – MANGANGÁ, um trem de luxo na raia molhada
O argentino Mangangá, filho de Gulf Stream e Margarida, estreava na Gávea e o fez de forma espetacular: vencendo com firmeza o GP Brasil, em cujo campo também estreava o nacional Adil, que formava na trinca favorita, com Qüiproquó e Quinto. Mangangá dominou Adil por dois corpos, em excelente marca – 184s –, ficando a 2/5 do recorde. Em terceiro finalizou Qüiproquó, com Ballenato em quarto lugar. El Aragonês, montado pelo chileno Luiz González, não atropelou como no ano anterior e terminou fora do marcador.
(em 7 de agosto de 1955)
1º Mangangá (ARG)….. B. Castro ………………….. 59
2º Adil ……………………. L. B. Gonçalves ……………. 56
3º Quiproquó ……………. J. Marchant ………………… 59
4º Ballenato ……………… F. Irigoyen …………………. 59
5º Profundo ……………… D. P. Silva ………………….. 59
6º Indócil ………………… G. Massoli …………………… 59
7º King Bay ……………… E. Castillo …………………… 56
8º Cadi ……………………. A. Araújo …………………… 56
9º Jolly Joker …………….. L. Diaz ……………………… 59
10º Rumbo ………………… E. Garcia ……………………. 59
11º El Aragonés ………….. L. Gonzalez …………………. 59
12º Courageuse ………….. P. Vaz ………………………… 54
13º Joiosa …………………. U. Cunha …………………….. 57
14º Navarro ……………….. J. Tinoco …………………….. 56
15º Muruti …………………. J. Carlindo …………………… 56
16º Quinto ………………… A. G. Silva ……………………. 59
MANGANGÁ, masc., alazão, 5 anos, Argentina, Gulf Stream e Margarita – Proprietário: Stud Aconcágua – Treinador: Bernardo Callejas – 3.000m – 184s (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: dois corpos.
1956 – TATÁN vence a prova de menor campo
Numa pista muito pesada, o argentino Tatán impediu que o brasileiro Adil, único tricampeão da história do GP São Paulo e segundo colocado nas duas vezes que participou do GP Brasil, conquistasse a vitória na prova máxima do turfe brasileiro. No menor campo da prova (oito concorrentes), Tatán, por Yuvaraj e Valkyrie, do Stud dos Cerros, ganhou por vários corpos de Adil, Nino Luiz, Mangangá, Sancy, Timão, Dhanous e Silvanesco.
(em 5 de agosto de 1956)
1º Tatán (ARG)………… J. P. Artigas ……………….. 56
2º Adil ……………………. L.B.Gonçalves ………………. 59
3º Niño Luiz ……………… E. Antunez ………………….. 56
4º Mangangá……………… B. Castro ……………………. 59
5º Sancy…………………… E. Castillo …………………… 52
6º Timão ………………….. J. Marchant …………………. 56
7º Dhanous ………………. O. Ulloa ……………………… 58
8º Silvanesco …………….. V. Pinheiro Fº ………………. 56
TATAN, masc., alazão, 4 anos, Argentina, The Yuravaj e Valkyrie – Proprietário: Stud Los Cerros – Treinador: Pedro P. Gonzalez – 3.000m – 192s2/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 5 corpos.
1957 – DON VARELA, mais um triunfo argentino
Adil fez forfait e Don Varela fez prevalecer o predomínio da criação argentina por mais um ano. O filho de Orsino e Señorona, da Caballeriza Rogelito, derrotou Canavial por um corpo e meio, na marca de 185s3/5 os 3.000 metros, grama macia. Caporal, John Araby e Shakespeare completaram o placar. Nesse ano de 1957, as premiações passaram a adotar os percentuais que vigoram até os dias atuais, ou seja, o segundo ganhando 30% do prêmio do primeiro colocado; o terceiro 20%; o quarto 10%; e o quinto 5%.
(em 4 de agosto de 1957)
1º Don Varela (ARG).. H. Ponzi………………………. 56
2º Canavial……………… F. Irigoyen ……………………. 56
3º Caporal ……………… A. Xavier ………………………. 56
4º John Araby………….. P. Vaz ………………………….. 56
5º Shakespeare ………. O. Cosenza …………………….. 59
6º Royal Game………… L. Rigoni ………………………… 59
7º Trasgo………………. M. Lopes ………………………… 56
8º Lenguaráz ………….. H. Castro ………………………. 59
9º Vortex ………………. R. Ciafardini. ………………….. 56
10º Diretor ………………. J. Alves ………………………… 59
11º Detonador ………….. V. Pinheiro Fº. ………………… 56
12º Jubiloso …………….. A. C. Garcia ……………………. 56
13º Misterioso ………….. G. Perez ………………………… 56
14º Rocket ………………. O. Ulloa ………………………… 59
15º Ulemá ……………….. J. Marchant ……………………. 56
16º Ibañez ……………….. R. Freitas Fº ………………….. 56
17º Jarussi ……………….. L. Diaz …………………………. 56
18º Farolón ………………. J. P. Artigas …………………… 56
19º Jalerino ………………. J. Portilho ……………………… 56
20º Polar …………………. G. Lequeux …………………….. 59
21º Burú ………………….. S. Lobo …………………………. 56
22º Heráclito ……………… J. Caballero ……………………. 56
DON VARELA, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Orsino e Señorona – Proprietário: Caballeriza Rogelito – Treinador: Nicolas Ojeda – 3.000m – 185s3/5 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 1/2 corpo.
1958 – ESPICHE, um azarão argentino
De propriedade do Stud Verde e Preto, de Eurico Solanés, o argentino Espiche trazia campanha modesta de sua terra, mas veio ao GP Brasil desbancar os rivais. O filho de Esquinazo e Obstinada livrou vantagem de cabeça sobre Kraus, pagando 313,00 por cada 10,00 apostados (rateio inferior, até ali, apenas, ao de Cullingham). Foi a décima vitória consecutiva da criação argentina na carreira.
(em 3 de agosto de 1958)
1º Espiche (ARG)………. J. O. Tapia ……………………… 56
2º Kráus ………………….. S. Ferreira ……………………….. 56
3º Gramófono ……………. R. B. Quinteros …………………. 56
4º Polar …………………… E. Castillo ………………………… 59
5º Anisado ……………….. J. P. Artigas ……………………… 56
6º Buen Mozo ……………. J. Perez……………………………. 59
7º Verbo ………………….. O. Ulloa …………………………… 56
8º Vândalo ……………….. J. Marchant ………………………. 56
9º Voltigeur ………………. U. Cunha …………………………. 56
10º Narvik ………………….. P. Vaz …………………………….. 56
11º Jarussi …………………. R. Latorre ………………………… 59
12º Dulce …………………… F. Irigoyen ……………………….. 54
13º Belo …………………….. V. Pinheiro Fº ……………………. 59
14º Nando ………………….. M. Silva …………………………… 56
15º Precinta………………… R. Ciafardini ………………………. 54
16º Alpes …………………… D. Garcia …………………………. 59
17º Sancy ………………….. L. Diaz …………………………….. 59
18º Dodó …………………… J. Villegas ………………………… 59
ESPICHE, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Esquinazo e Obstinada – Proprietário: Stud Verde e Preto – Treinador: Alfredo S. Castro – 3.000m – 184s3/5 (GL)– Diferença do primeiro para o segundo: cabeça.
1959 – NARVIK, o vingador da criação nacional
Depois de tantas vitórias argentinas, nada mais justo que o craque Atlas merecesse o favoritismo da prova. No entanto, mesmo procurando desgarrar o nacional Narvik durante 300 metros, não impediu que o filho de Antonym e Ciccê, do Haras Faxina, livrasse vantagem de meio corpo, interrompendo a série de vitórias argentinas e registrando novo recorde para os 3.000 metros, grama: 182s3/5. Xaveco, Escorial e Endymion completaram o placar.
(em 2 de agosto de 1959)
1º Narvik (BR)………… V. Pinheiro Fº ………………. 59
2º Atlas ………………….. O. Nardi ………………………. 56
3º Xaveco ……………….. M. Silva ……………………….. 56
4º Escorial ……………….. F. Irigoyen …………………… 56
5º Endymion…………….. O. Ulloa ……………………….. 56
6º Rivoli ………………….. M. Santis …………………….. 59
7º Mi Tocayo……………… E. Perdomo…………………… 56
8º Chaval ………………… G. Almeida …………………… 56
9º Lohengrin …………….. L. Diaz ……………………….. 56
10º Gramófono……………. D. Garcia …………………….. 56
11º San Matias …………… B. Castro …………………….. 56
12º Hisna …………………. E. Castillo …………………….. 57
13º Pensilvania ……………S. Arriegada ………………….. 54
14º Estensoro ……………. A. Ricardo …………………….. 56
15º Vândalo ………………. J. Marchant …………………… 59
16º Novo Mundo …………. J. Portilho …………………….. 59
17º Canavial……………….. L. Rigoni ……………………… 59
18º Fámulo(*) ……………. J. Caballero ………………….. 59
(*) caiu
NARVIK, masc., castanho, 5 anos, São Paulo, Antonym e Ciccê – Proprietário e Criador: Haras Faxina – Treinador: Manoel Farrajota – 3.000m – 182s3/5 (recorde) – GL – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1960 – Inesquecível e invicto no País, FARWELL carimba sua presença
Considerado por muitos o melhor cavalo brasileiro de todos os tempos, Farwell, do Stud Almeida Prado e Assumpção, colocou seu nome na galeria de vencedores das duas maiores provas do turfe nacional: os GPs Brasil e São Paulo. Além disso, foi tríplice coroado em São Paulo. Terminou a campanha sem uma única derrota em pistas brasileiras. Suas duas únicas derrotas aconteceram na Argentina e, em ambas, foi o segundo colocado. Numa, para o argentino Atlas; na outra, para o nacional Escorial, que terminou em terceiro neste GP Brasil de 1960, mas ascendeu à segunda posição graças à desclassificação de Xaveco, que desceu para o terceiro lugar. Endymion e Los Churros completaram o placar. Mais tarde, por medicação, a parelha Narvik e Novo Mundo viria a ser desclassificada para os últimos postos.
(em 7 de agosto de 1960)
1º Farwell (BR) ………. L.B.Gonçalves ………………. 56
2º Escorial ………………. F. Irigoyen …………………….. 59
3º Xaveco ……………….. J. Marchant ……………………. 59
4º Endymion ……………. O. Ulloa ………………………… 59
5º Los Churros …………. O. Pelegrini ……………………. 56
6º Hypério ……………….. M. Silva ……………………….. 56
7º Porvenir ………………. G. Avila ……………………….. 59
8º Heros …………………. G. Massoli …………………….. 56
9º Ribol …………………… L. Diaz ………………………… 59
10º Dix …………………….. A. Bolino ………………………. 56
11º Derah …………………. O. Reichel ……………………… 57
12º Dengo ………………… D. Moreno ……………………… 56
13º Lohengrin ……………. L. Gonzalez …………………….. 59
14º Narvik(*) …………….. L. Rigoni ……………………….. 59
15º Novo Mundo(*) ……… F. Costa ………………………… 59
(*) desclassificados
FARWELL, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Burpham e Marilú – Proprietários: Almeida Prado & Assumpção – Criador: Haras Jahú – Treinador: Castorino Borges –
3.000m– 189s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1961 – ARTURO A, mais uma ‘máquina’ argentina
O craque argentino Arturo A chegou ao Brasil com banca de grande favorito. E dirigido pelo legendário Irineo Leguisamo, já aos 64 anos de idade, não decepcionou. O filho de Árgus e Santa Rosa, do Stud Miss Lianés, aos cuidados de Juan de La Cruz, derrotou Montparnasse por quase um corpo. Major’s Dilemma, Pechazo e Simpaticón completaram o marcador, na ordem. Foi a segunda vitória de “mestre Legui” na prova. Arturo A foi bicampeão do GP São Paulo e, mais uma vez, o GP Brasil não foi realizado no primeiro domingo de agosto, mas no segundo.
(em 13 de agosto de 1961)
1º Arturo A (ARG)….. I. Leguisamo ………………. 58
2º Montparnasse …….. O. Cosenza …………………… 62
3º Major’s Dilemma …. L. Rigoni ………………………. 62
4º Pechazo…………….. E. Jara ………………………… 58
5º Simpaticón ………… J. Camoretti ………………….. 58
6º Pimpinela Escarlate ..A. Ricardo ……………………. 58
7º Gavroche …………… A. Bolino ……………………… 62
8º Atramo ……………… J. Marchant ………………….. 58
9º Heros ……………….. D. Garcia …………………….. 62
10º Flat Foot ……………. V. Pinheiro Fº ……………….. 58
11º Quick Chance. …….. L. Diaz ………………………… 58
12º Lord Vermouth ……. F. Irigoyen …………………… 58
13º Dix ………………….. D. P. Silva ……………………. 62
ARTURO A, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Argur e Santa Rosa – Proprietário: Stud Miss Lionés – Treinador: Juan de La Cruz – 3.000m– 184s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: ¾ de corpo.
1962 – ORTILE, vitorioso em virtude da desclassificação de Montecristo
O GP Brasil de 1962 registrou o único caso oficial de doping: o cavalo argentino Montecristo chegou vários corpos à frente, mas foi desclassificado. A vitória, então, foi outorgada ao nacional Ortile, mas o jóquei Francisco Irigoyen nem pôde comemorar seu único triunfo no GP Brasil, pois a vitória só foi oficializada dias após a carreira. O placar oficial apresentou Vizcaino em segundo; Maracaibo em terceiro; Atramo em quarto; e Andino na quinta colocação. Os proprietários de Montecristo, malandros argentinos, perderam o prêmio, mas faturaram alto com as apostas e comemoraram o golpe com champanhe. Um dia negro na história da carreira.
(em 5 de agoso de 1962)
1º Ortile (BR) ……….. F. Irigoyen …………………… 58
2º Vizcaino …………….. O. Baratucci ………………….. 62
3º Maracaibo …………… J. Silva ………………………… 62
4º Atramo ………………. J. Marchant …………………… 62
5º Andino ……………….. H. Ciafardini ………………….. 58
6º Ricardo A ……………. J. G. Silva …………………….. 58
7º Major’s Dilemma …… P. Vaz …………………………. 62
8º Heros ………………… D. Garcia ……………………… 62
9º Iberius ……………….. J. Portilho …………………….. 58
10º Levilon ……………….. V. Pinheiro Fº ………………… 62
11º Baronet ………………. M. Silva ……………………….. 62
12º Pêlo Duro……………… E. Gonçalves ………………… 58
13º Clorito ………………… A. Bolino ……………………… 58
14º Bandar ……………….. A. Santos …………………….. 58
15º Gurango………………. D. P. Silva ……………………. 58
16º Nafah …………………. L. Rigoni ……………………… 62
17º Montecristo(*) ……… O. Nardi ……………………….. 62
(*) desclassificado de primeiro para útimo, por doping
ORTILE, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Orbaneja e Burtile – Proprietário: Stud Eduardo Guilherme – Criador: Terra Nova S/A. Agro Pecuária – Treinador: M.
Cavalheiro – 3.000m – 187s3/5 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1963 – CENCERRO marca ponto para a criação chilena
O castanho Cencerro mostrou a força da criação chilena ao vencer o GP Brasil de 1963 e na segunda melhor marca da história: 183s1/5 para os 3.000 metros, grama. O filho de Forest Row e C’Est Si Bon, do Stud Choapa, teve a direção de H.Pilar. Fresh Air, Cajado, Leque e Sing Sing completaram o placar. Enquanto cinco competidores largavam com atraso, Cencerro foi para frente e não deu confiança aos adversários.
(em 4 de agosto de 1963)
1º Cencerro (CH)……. H. Pilar ……………………….. 58
2º Fresh Air ……………. H. Ciafardini ………………….. 58
3º Cajado ………………. J. Alves ……………………….. 58
4º Leque………………… P. Vaz ………………………….. 58
5º Sing Sing …………… F. Irigoyen …………………….. 62
6º Atramo ……………… M. Silva ………………………… 62
7º Bewitched ………….. J. Souza ……………………….. 58
8º Gavroche …………… A. Bolino ……………………….. 62
9º Maracaibo ………….. J. Silva …………………………. 62
10º Sawer ……………….. A. Machado …………………… 58
11º Rocker ………………. S. Arriagada ………………….. 58
12º Bar …………………… C. R. Carvalho. ………………. 62
13º Ilustre ……………….. J. Fajardo …………………….. 58
14º Ortile ………………… D. Garcia ……………………… 62
15º Fulgente …………….. A. Artim ………………………. 58
16º Semillon …………….. A. Santos …………………….. 58
17º Coaralde …………….. L. Rigoni ……………………… 58
18º Don Bolinha …………. J. Marchant ………………….. 58
19º Emblem ………………. O. Pellegrino ………………… 58
20º Señor Flors …………… L. Pincay …………………….. 62
CENCERRO, masc., castanho, 4 anos, Chile, Forest Row e C’Est Si Bon –Proprietário: Stud Choapa – Treinador: A. Breque – 3.000m – 183s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1964 – LEIGO, um nacional com pule alta
A fácil vitória do nacional Leigo mostrou que GP Brasil pode também ser coisa de pai para filho. O proprietário Paulo Pizza de Lara era filho de Antenor Lara Campos, dono de Helium, de Sargento e de Teruel, também ganhadores do GP Brasil.
Leigo, filho de Mon Cheri e Santa Bella, aos cuidados de Sabatino D’Amore, deixou Don Bolinha longe e assinalou 189s1/5 nos 3.000 metros, na grama macia. Muito afastado, também, na terceira colocação, chegou o cavalo Bar, com Pantheon e Adágio no complemento do marcador. Leigo marcou a primeira vitória do jóquei Dendico Garcia no GP Brasil e registrou a segunda maior pule da história: 411,00 por cada 10,00 apostados, numa prova com 16 competidores. De sexto para trás, chegaram, na ordem, Cajado, Devon, Snow Crown, Leque, Rossini, Debuxo, Marcoton, Quibor, Gurango, Chaval e Royal Prince.
(em 2 de agosto de 1964)
1º Leigo (BR)………… D. Garcia …………………….. 62
2º Don Bolinha ……….. J. Corrêa ……………………… 62
3º Bar ………………….. J. Portilho …………………….. 62
4º Pantheon …………… A. Artim ………………………. 62
5º Adágio ………………. F. Irigoyen …………………… 58
6º Cajado ………………. J. Alves ……………………….. 62
7º Devon ……………….. M. Silva ………………………. 58
8º Snow Crown ………… M. de Santis ………………… 58
9º Leque…………………. P. Vaz ………………………… 62
10º Rossini ………………. H. Bouley …………………….. 58
11º Debuxo ……………… O. Cardoso …………………… 58
12º Marcoton ……………. E. Araya ………………………. 58
13º Quibor ……………….. J. Marchant ………………….. 58
14º Gurango……………… D. P. Silva ……………………. 62
15º Chaval ……………….. J. Fajardo ……………………. 58
16º Royal Prince ………… J. Silva ……………………….. 58
LEIGO, masc., castanho, 5 anos, São Paulo, Mon Cheri e Santa Bela – Proprietário: Paulo Piza de Lara – Criador: Fazenda Nova – Treinador: Sabbatino d’Amore – 3.000m – 189s4/5 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1965 – ZENABRE, outro da família Pizza de Lara

Se Leigo era de propriedade de Paulo Pizza de Lara, o vencedor de 1965, Zenabre, pertencia a seu irmão, Theotonio Pizza de Lara e marcou o bicampeonato do treinador Sabatino D’Amore e do jóquei Dendico Garcia. Zenabre era filho de Pharas e Remington, e derrotou Random por vários corpos, na marca de 184s3/5. Solfeo, Deado e Maanin completaram o placar, com Dulcor, Egoísmo, Vaudeville, El Asteróide, Takako, Up and Doing, Egon, Bar, El Piconero e Berry, a seguir.
(em 1 de agosto de 1965)
1º Zenabre (BR)…….. D. Garcia …………………….. 58
2º Random …………….. F. Irigoyen ……………………. 58
3º Solfeo ……………….. J. Portilho …………………….. 58
4º Itamaraty …………… J. Alves ……………………….. 62
5º Deado ……………….. J. Corrêa ……………………… 62
6º Maanin ………………. A. Etchart …………………….. 58
7º Dulçor ……………….. L. Rigoni ……………………… 58
8º Egoísmo …………….. C. Taborda …………………… 58
9º Vaudeville …………… L. Amorim ……………………. 58
10º El Asteroide …………. A. Barroso ……………………. 62
11º Takako ………………. J. Santana ……………………. 58
12º Up And Doing ………. D. P. Silva ……………………. 58
13º Egon …………………. O. Cardoso …………………… 58
14º Bar …………………… P. Alves ……………………….. 62
15º El Piconero ………….. J. Reis …………………………. 62
16º Berry …………………. R. Ciafardini ………………….. 62
ZENABRE, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Pharas e Remington – Proprietário: Theotonio Piza de Lara – Criador: Stud Brasil – Treinador: Sabatino D’Amore – 3.000m – 184s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1966 – ZENABRE, o quarto bicampeão da prova
Depois dos nacionais Albatroz e Helíaco e do argentino Gualicho chegou a vez do também nacional Zenabre sagrar–se bicampeão da prova, em mais uma vitória de Theotonio Pizza de Lara. Foi também o tricampeonato para o jóquei Dendico Garcia e para o treinador Sabatino D’Amore. Random, como no ano anterior, formou a dupla com Zenabre. No restante do marcador chegaram: Calçado, Gastão e Lord Ricardo. Em seguida, na ordem, terminaram: Falstaff, Fiapo, Dámelo, Daomé, Filó, Non Plus Ultra e Itamaraty.
Zenabre também se destacou na reprodução, onde produziu os clássicos Uivador, Venabre, Frizli e Calandre, entre muitos outros bons ganhadores. Leguisamo, com quase 70 anos, dirigiu Damelo, que terminou afastado.
(em 7 de agosto de 1966)
1º Zenabre (BR)……. D. Garcia …………………….. 62
2º Random ……………. L.Rigoni ………………………. 62
3º Calcado ……………. J. Fajardo …………………….. 58
4º Gastão …………….. J. G. Silva …………………….. 58
5º Lord Ricardo ………. P. Alves ………………………. 62
6º Falstaff ……………… A. Ricardo …………………… 58
7º Fiapo ………………… A. Santos ……………………. 58
8º Damelo …………….. I. Leguisamo ………………… 62
9º Daomé ……………… M. Silva ………………………. 58
10º Fólio ………………… D. P. Silva ……………………. 58
11º Non Plus Ultra …….. A. Barroso ……………………. 58
12º Itamaraty ………….. F. Irigoyen …………………… 62
ZENABRE, masc., castanho, 5 anos, São Paulo, Pharas e Remington – Proprietário: Theotonio Piza de Lara – Criador: Stud Brasil – Treinador: Sabatino D’Amore –
3.000m – 192s2/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1967 – DURAQUE surpreende o invicto Tagliamento
Com direção espetacular de Antonio Ricardo (pai do recordista mundial de vitórias, Jorge Ricardo), o azarão nacional Duraque, de Renato Homsy, surpreendeu o até então invicto argentino Tagliamento, que foi o favorito da prova. Duraque aproveitou–se da briga entre Tagliamento e o também argentino Gobernado para dominar o “leão” da prova. Dilema, Gobernado e Calçado completaram o placar, terminando a seguir: Gastão, Maverick, Korage, Tajar, Neléu, Pleocádio, Maroto, Vois Voilá, Aller e Masteréu.
Um dia, Duraque soltou–se no boxe, correu seis quilômetros na pista e foi para a rua, onde percorreu outros tantos quilômetros no asfalto. Só parou num boxe de lavagem de carros, em um posto de gasolina.
(em 6 de agosto de 1967)
1º Duraque (BR)…….. A. Ricardo …………………… 58
2º Tagliamento ……….. O. Cosenza ……………………. 62
3º Dilema ………………. E. Araya ………………………. 58
4º Gobernado ………….. L. C. Tápia ……………………. 62
5º Calcado ……………… O. Cardoso …………………… 62
6º Gastão ………………. G. Massoli …………………….. 62
7º Maverick ……………. D. Garcia ………………………. 62
8º Korage ………………. P. Alves ……………………….. 58
9º Tajar …………………. J. Borja ……………………….. 58
10º Neléu ………………… J. B. Paulielo ………………….. 58
11º Pleocádio ……………. E. Le Mener Fº. ………………. 62
12º Maroto ………………. U. Bueno ………………………. 58
13º Vous Voilá …………… J. Alves ………………………… 60
14º Aller ………………….. R. Rutti ………………………… 62
15º Masteréu …………….. J. G. Silva …………………….. 62
DURAQUE, masc., castanho, 4 anos, Paraná, Anubis e Larochéa – Proprietário: Stud Gabriel Homsy – Criador: Haras São Luiz Gonzaga – Treinador: João Araujo – 3.000m – 196s1/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1968 – ARSENAL apresenta suas armas
O argentino Arsenal não era o melhor cavalo de seu país na época (talvez o sexto ou sétimo melhor), mas tinha filiação especial, pois era filho de Montparnasse (segundo colocado para Arturo A em 1961) e de La Aragoneza (irmã materna de El Aragonés, campeão do GP Brasil de 1954) e estreava com alguma dose de chance. Aproveitando–se do desgaste do nacional El Centauro, dominou–o nos metros finais por meio corpo, em mais um ponto para a criação argentina. Dilema, Walad e Full Hand completaram o marcador, enquanto, na ordem, chegavam a seguir: Osman, Duraque, Sabinus, Ask For It, Guaxupé, Beau Brumel, Moustache, Gavarni, Haé, Arkansas, Deado, Gastão e Old Drunk. Não correu Laconic.
(em 4 de agosto de 1968)
1º Arsenal (ARG)……. O. Domingues …………….. 58
2º El Centauro ………… A. Barroso ……………………. 62
3º Dilema ……………… A. Ricardo …………………….. 62
4º Walad ……………….. F. Pereira Fº …………………. 62
5º Full Hand …………… E. Araya ………………………. 62
6º Osman ……………… D. Garcia ……………………… 58
7º Duraque ……………. J. Corrêa ……………………… 62
8º Sabinus …………….. M. Silva ………………………. 58
9º Ask For It …………… A. Artim ……………………… 58
10º Guaxupé ……………. P. Alves ………………………. 62
11º Beau Brumel ………. C. Dutra ………………………. 58
12º Moustache …………. A. Bolino ………………………. 58
13º Gavarni …………….. L. Rigoni ………………………. 62
14º Haé …………………. A. Santos ……………………… 56
15º Arkansas …………… J. Souza ………………………. 58
16º Deado ………………. J. Silva ………………………… 62
17º Gastão ……………… U. Bueno ………………………. 62
18º Old Drunk ………….. J. Paulielo ……………………… 62
ARSENAL, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Montparnasse e La Aragonesa – Proprietário: Stud Domingos Marcela – Criador: Haras Argentino – Treinador: J. R. Lafiere – 3.000m – 189s (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1969 – KÁMEN, o maior lameiro argentino
O argentino Kámen (Gulf Stream e Katrina) tinha preferência declarada pela pista pesada. E deu sorte, pois no dia da prova – que só foi realizada no último dia de agosto, em virtude de uma gripe equina – a pista estava a seu gosto e ele não teve dificuldade para dominar de ponta a ponta, chegando ao disco um corpo à frente de Astro Grande, que trazia bagagem de primeira: oito vitórias clássicas, sendo seis no Rio Grande do Sul e duas (GPs Frederico Lundgren e Dezesseis de Julho) no Rio.
O grande favorito, porém, foi Taurundun (sequer dobrava o capital), que sentiu nos 800 metros finais e terminou afastado. Sabinus, Corso e Viziane completaram o marcador, chegando a seguir Osman, Masteréu, El Trovador, Walad, Ojet, Mooklin, Light Romú, Ozio, Ask For It, Taurundun, Negroni, Dilema e Moustache.
(em 31 de agosto de 1969)
1º Kamén (ARG)……. A. Plá ………………………….. 58
2º Astro Grande ……… F. Pereira Fº ………………….. 62
3º Sabinus …………….. J. Amestelly ………………….. 62
4º Corso ……………….. D. Santos …………………….. 58
5º Viziane ……………… L. Rigoni ………………………. 58
6º Osman ……………… D. Garcia ………………………. 62
7º Masteréu …………… I. Ohya ………………………… 62
8º El Trovador ………… A. Barroso …………………….. 58
9º Walad ……………….. J. Machado …………………… 62
10º Ojet …………………. A. Masso ………………………. 58
11º Mooklin …………….. G. Meneses ……………………. 62
12º Light Romu ………… J. Pedro Fº …………………….. 58
13º Ozio …………………. K. Nakagami ………………….. 58
14º Ask For It ………….. H.Vasconcelos …………………. 62
15º Taurundon………….. E. Jara ………………………….. 58
16º Negroni …………….. A. Bolino ……………………….. 58
17º Dilema ……………… A. Ricardo ……………………… 62
18º Moustache …………. E. Le Mener ……………………. 62
KAMÉN, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Gulf Stream e Katrine – Proprietário: Stud La Protelada – Criador: Haras Argentino – Treinador: A. J. Giovanetti – 3.000m – 194s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1970 – VIZIANE, dá o bicampeonato a Luís Rigoni

O nacional Viziane corria à frente de apenas um dos 13 participantes, de início. No início da reta de chegada, porém, já aparecia em quinto e nos 300 metros finais dominou o também argentino e favorito Severus, que mesmo tendo prejudicado o nacional Jaú, não impediu que este terminasse na segunda colocação. Há quem assegure que, sem o prejuízo, Jaú teria vencido, pois a diferença dele para o vencedor Viziane fora de apenas um corpo. Foi a segunda vitória de Luís Rigoni, 16 anos após a primeira, numa tarde das mais inspiradas, pois também vencera a milha internacional (com Quartier Latin, em marca recorde: 94s4/5).
No ano seguinte (1971), Viziane venceu também o GP São Paulo, mas sob a direção de Dendico Garcia. Severus, Elamiur e Luccarno completaram o placar e depois chegaram: Florentin, Niarkito, Scipion, Astro Grande, Quaribu, Baraçau, Platinado e Cumberland.
(em 2 de agosto de 1970)
1º Viziane (BR)……….. L. Rigoni ……………………. 62
2º Jaú ……………………. E. Le Mener …………………. 58
3º Severus ………………. J. C. Tapia ………………….. 62
4º Elamiur ………………. C. Dutra ……………………… 56
5º Luccarno ……………… F. Esteves …………………… 58
6º Florentin ……………… O. Cardoso ………………….. 58
7º Niarkito ……………….. A. Plá ………………………… 62
8º Scipion ………………… A. Ricardo …………………… 58
9º Astro Grande …………. F. Pereira Fº ……………….. 62
10º Quaribu ……………….. A. Masso …………………….. 58
11º Baraçau ……………….. J. Reis ……………………….. 62
12º Palatinado …………….. J. B. Paulielo ……………….. 58
13º Cumberland …………… J. Machado …………………. 58
VIZIANE, masc., alazão, 5 anos, São Paulo, Coaraze e Passion – Proprietário: Antonio Zen – Criador: Haras São Quirino –Treinador: A. Andreta – 3.000m – 185s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1971 – TERMINAL, a terceira e última de Rigoni
Ganhador de dois páreos comuns na Argentina, Terminal, na terceira vitória de Luiz Rigoni, dominou o nacional Rhone. Foi a última vez em que o GP Brasil foi disputado na distância de 3.000 metros, pois a partir de 1972 (o que prevalece até os dias atuais) foi corrido em 2.400 metros. Snow Trail, Fustazo e Viziane completaram o marcador, chegando a se guir Sparkie, Demidof, Maragogi, Astro Grande, Fenomenal, Ancient Game, Elamiur, El Caporal, Sabinus, Peñarol e Quaribú.
O placar do GP Brasil, no período de disputas na distância de 3.000m, apresentou o seguinte placar: 18 vitórias, argentinas, 14 brasileiras, cinco uruguaias, uma francesa e uma chilena.
(em 1 de agosto de 1971)
1º Terminal (ARG) ….. L. Rigoni …………………….. 58
2º Rhone ……………….. A. Ricardo …………………….. 58
3º Snow Trail ………….. J. C. Fajardo ………………….. 58
4º Fustazo ……………… H. Ciafardini ………………….. 58
5º Viziane ………………. D. Garcia ……………………… 62
6º Sparkie ………………. J. Pinto ……………………….. 58
7º Demidof ……………… J. Camoreti ………………….. 58
8º Maragogi …………….. D. Santos ……………………. 58
9º Astro Grande ………… F. Pereira Fº ………………… 62
10º Fenomenal …………… J. B. Paulielo ………………… 58
11º Ancient Game ……….. A. Garcia ……………………… 62
12º Elamiur ………………. C. Dutra ………………………. 60
13º El Caporal …………… E. Le Mener …………………… 58
14º Sabinus ……………… A. Ramos ……………………… 62
15º Peñarol ………………. A. Bolino ………………………. 58
16º Quaribu ……………… A. Araújo ………………………. 62
TERMINAL, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Maniático e Posta Randall – Proprietário: Stud Don Henrique – Treinador: R.Fredes – 3.000m – 184s8 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 ¾ corpos.
1972 – FENOMENAL, com J. Pinto, abre a série em 2.400 metros
O castanho Fenomenal, de Paulo Albuquerque de Castro, gostava muito da pista pesada e, sob a direção de Jorge Pinto, inscreveu seu nome na galeria dos campeões da prova. Marcante, também a presença dos Morgados. Eulógio foi o treinador de Mossoró, o primeiro ganhador da história, enquanto Roberto treinava Fenomenal, o primeiro a ganhar em 2.400 metros, distância da carreira até os dias atuais. O filho de Torpedo e Miladi foi o primeiro gaúcho ganhador (os demais brasileiros eram paulistas, exceções para o pernambucano Mossoró e para o paranaense Duraque). Foi a primeira participação de Gonçalino Feijó de Almeida, Goncinha, na prova. Ele pilotou Baccardi, que terminou fora do marcador. O favorito era o argentino El Virtuoso, que foi o penúltimo colocado. O paulista Macar formou a dupla, com o argentino Locomotor em terceiro. Os nacionais Mani e Quioco completaram o marcador, chegando a seguir: Urt, Uivador, Chupito, Místico, Andábata, Luccarno, El Zumbi, Baccardi, Escoteiro, Trigueño, El Virtuoso e Broderie. F
enomenal era filho de Torpedo, um craque na pista de areia.
(em 6 de agosto de 1972)
1º Fenomenal (BR)….. J. Pinto ……………………….. 61
2º Macar ………………… A. Santos …………………….. 58
3º Locomotor …………… E. Jara ………………………… 58
4º Mani ………………….. E. Le Mener ………………….. 58
5º Quioco ……………….. P. Alves ……………………….. 58
6º Urt ……………………. E. Sampaio …………………… 58
7º Uivador ………………. A. Barroso ……………………. 58
8º Chupito ………………. V. Sanguinetti ……………….. 58
9º Místico ……………….. J. Machado …………………… 61
10º Andábata …………….. A. Ricardo ……………………. 58
11º Luccarno …………….. G. Meneses ………………….. 61
12º El Zumbi ……………… F. Maia ………………………… 58
13º Baccardi ……………… G. F. Almeida ………………… 58
14º Escoteiro ……………… J. B. Paulielo ………………… 61
15º Trigueño ………………. D. Muñoz …………………….. 58
16º El Virtuoso ……………. J. Fajardo …………………….. 61
17º Broderie ………………. R. I. Encinas …………………. 59
FENOMENAL, masc., castanho, 5 anos, RS, Torpedo e Miladi – Proprietário: Paulo Albuquerque de Castro – Cr: Haras Santa Anna – Treinador: R. Morgado – 2.400m – 157s (GE) – Diferença do primeiro para o segundo: três corpos.
1973 – FIZZ, a segunda argentina vencedora
A argentina Fizz – segunda égua vencedora do GP Brasil – só começou a correr depois de ter completado 5 anos, mas não teve nenhuma dificuldade para dominar seus patrícios Loisir e Snow Puppeet, segundo e terceiro colocados, respectivamente, repetindo o feito de Tirolesa, primeira égua ganhadora da carreira. O chileno Grand Slam terminou em quarto e empataram na quinta colocação Heinz e Sombrero. Foi o segundo êxito do treinador A.J.Giovanetti, que ganhara em 1969 com o argentino Kámen. Os demais concorrentes chegaram na seguinte ordem: em sétimo, Leônico II, depois Maçar, Atlantique, Kublai Khan, Yakei, Obelion, Andábata, Fenomenal, Quioco, Pufayo, Notus, Chupito e Quipardo, que derrubou o jóquei chileno Sergio Veras na altura dos 800 metros. Não correram: Orpheus e Prince Dilemma, este retirado pela Comissão de Corridas.
(em 5 de agosto de 1973)
1º Fizz (ARG)………….. R. Encinas …………………. 59
2º Loisir …………………. O. Cosenza ………………….. 58
3º Snow Puppet ………… J. H. Figueroa ………………. 58
4º Grand Slam …………. S. Vasques ………………….. 58
5º Heinz(*) …………….. A. Ramos …………………….. 58
5º Sombrero(*) ……….. J. Pedro ………………………. 58
7º Leonico II …………… L. Machado …………………… 61
8º Macar ………………… E. Le Mener ………………….. 61
9º Atlantique …………… F. Esteves …………………….. 61
10º Kublai Khan ……….. P. Alves ……………………….. 61
11º Yakei ……………….. L. Yanez ………………………. 61
12º Obelion …………….. A. Barroso ……………………. 58
13º Andábata ………….. J. M. Amorim …………………. 61
14º Fenomenal ………… J. Pinto ………………………… 61
15º Quioco ……………… E. Ferreira …………………….. 61
16º Pufayo ……………… S. Azócar ……………………… 61
17º Notus ……………….. F. Maia ………………………… 58
18º Chupito ……………… J. T. Benitez (**)…………….. 61
19º Quipardo ……………. S. Vera (***) ………………… 61
(*) empatados, (**) mal completou o percurso, (***) caiu nos 800m
FIZZ, fêmea, castanha, 6 anos, Argentina, Idle Hour e Fallow – Proprietário: Caballeriza Palermo – Criador: Haras El Paraíso – Treinador: A. J. Giovanetti – 2.400m – 150s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.