O treinador Dulcino Guignoni confirmou esta manhã que o tríplice coroado Bal a Bali, do Stud Alvarenga, voltou normalmente aos exercícios matinais. O craque realizou bom exercício de distância no Centro de Treinamento do Haras Vale da Boa Esperança para reaparecer, na próxima semana, no Grande Prêmio Doutor Frontin, prova que serve de preparatória para o Grande Prêmio Brasil, no Hipódromo da Gávea. Montado por Vagner Borges trabalhou suavemente e agradou bastante. Guignoni admite que o filho de Put It Back não vai estar no último furo na preparatória, o que só acontecerá na maior prova do turfe nacional, em junho.
“A ideia é que ele esteja com cerca de 80% do seu potencial na preparatória. O campo da prova não deve ser muito numeroso, devido à proximidade com o Grande Prêmio São Paulo, o que será importante para que ele atinja o ápice da forma atlética depois da corrida. Com relação ao fracasso da negociação, não tenho muito a dizer. É claro que seria importante para o proprietário e para o turfe brasileiro, mas não posso reclamar da chance de ter um cavalo dessa qualidade outra vez sob meus cuidados. Agora é caprichar o máximo porque o GP Brasil não será nada fácil”, admite.
O líder da estatística dos treinadores do turfe carioca reconhece Jaspion Silent, ganhador do Grande Prêmio São Paulo, Arroz Branco, companheiro de farda de Bal a Bali, e Catch A Flight, terceiro colocado na mesma prova, como adversários a serem respeitados. Acha que a corrida de Hendrix não valeu e a reabilitação não pode ser descartada:
“O ganhador da maior prova do turfe paulista é rival certo e Arroz Branco correu demais. Eu já esperava a boa corrida de Catch a Flight, do Haras Santa Maria de Araras, e o potro Hendrix, treinado pelo Venâncio, pode ter sentido o rigor da corrida no Derby e engrenar uma reabilitação na Gávea. O páreo será difícil, mas o mais importante é que Bal a Bali esteja no auge de sua forma física”, encerra.
por Paulo Gama