O Beverly Hills Stud ofertará em leilão todos os cavalos que manteria em treinamento em São Paulo e 50% da geração nascida em 2012. O leilão está marcado para o próximo dia 28 de maio.
“O cenário atual do turfe de São Paulo não nos permite continuar investindo como vimos fazendo na última década e não podemos confiar no que não conhecemos. A administração do Jockey Club de São Paulo não acredita no turfe e não tem projeto para as corridas de cavalos. Quando anuncia iniciativas, o faz de modo atabalhoado e pouco claro. Tudo o que vimos nos últimos três anos foram tentativas de negócios desastrados e a velha fórmula de venda de patrimônio, que não é solução para a atividade”, declarou o titular do Beverly Hills Stud, Alessandro Arcangeli.
O Beverly Hills continuará criando em Arandu, com um plantel de 25 reprodutoras e seus produtos serão destinados a competir em ambientes onde haja crença na atividade e respeito aos que a apoiam. A decisão sobre novos destinos e o novo formato está em fase final de definição.
“Acredito plenamente na capacidade de recuperação do turfe brasileiro baseado em apostas em corridas de cavalos, através de know–how, de novas tecnologias e principalmente de profissionalização, porém, dependemos de mudanças profundas na forma de gerenciar e organizar nossa atividade. Precisamos caminhar para um turfe único e de abrangência nacional e, com esse objetivo, pretendo seguir apoiando ainda mais a iniciativa de criação da Liga Brasileira de Turfe. Esforços como o do Jockey Club Brasileiro junto à PMU, capitaneados pelo presidente Palermo, precisam ser elogiados, apoiados e multiplicados. Iniciativas como essas podem efetivamente modificar nossa realidade atual e poderão ser fortalecidas dentro do ambiente da Liga, permitindo reverter o processo atual de decadência do turfe no País. Estimo que a Liga comece a operar no segundo semestre deste ano e que ambas as iniciativas poderão estar operando, a pleno vapor, em menos de três anos, ocasião em que voltaremos a reavaliar nossos caminhos”, acrescentou Alessandro Arcangeli, que também é presidente da APFT.
Arcangeli declara grande preocupação com as famílias de profissionais de turfe e trabalhadores da cadeia produtiva do cavalo de corrida no Estado de São Paulo. “Eles vêm sofrendo mais do que todos, com o fechamento de haras e consequente redução dos cavalos em treinamento, em proporções nunca vistas, principalmente por causa da insistência de o Jockey Club de São Paulo manter um modelo de gestão totalmente incapaz, na qual a falta de respeito impera junto aos proprietários e criadores que continuam apoiando a atividade e aos profissionais que dela dependem para sua subsistência e de suas famílias”, finalizou Alessandro Aecangeli.
da Redação