O estilo de ditador imposto pelo atual presidente do JCSP, Eduardo Rocha Azevedo, à sua equipe de trabalho, e ao seu estilo de comando, vem provocando uma sucessiva onda de demissões.
Ontem no fim da tarde, Mario Rangel, presidente da comissão de turfe renunciou. Hoje, informações que chegam à redação do Raia Leve, apontam que os comissários Roberto Lahud, Gilberto Rossetti, Romulo Fialdini e Jorge Celidonio também renunciaram.
A crise toma proporções alarmantes em um clube que tem em seu comando um presidente que primeiramente não cumpre o que fala (vide matéria do Raia Leve do dia 11/03/2014 – dia da posse), e principalmente pelo seu estilo de governabilidade, de forma autoritária, despótica e prepotente, que não escuta seus diretores, os criadores, proprietários e profissionais do turfe, ou seja, que não sabe ouvir e dialogar. Muito menos ouvir críticas.
Há mais de um ano, anunciou um contrato fabuloso (segundo ele) para o JCSP, que envolveria, entre outras, uma empresa de jogo investigada pela Polícia Federal. Até hoje o contrato não apareceu e o pior, nada aconteceu. Mais uma vez caiu em descrédito.
Para piorar a situação, o dinheiro apurado com a venda da sede do clube, cerca de 92 milhões de reais, segundo se sabe, pouco tem hoje no caixa do clube e o que resta não chega ao meio do ano. Comenta–se que o presidente e o vice presidente teriam avalizado empréstimos para o clube e aportado recursos próprios para o JCSP, porém nada é mostrado nem tampouco esclarecido a forma com que isso ocorreu. José Basano Neto, titular do Haras Basano, um dos maiores Haras de São Paulo, sócio do JCSP há mais de 40 anos, enviou carta ao presidente solicitando diversos esclarecimentos, sequer obteve resposta.
Logo após a eleição, planos mirabolantes foram apresentados, mas que na verdade são basicamente os mesmos prometidos e não cumpridos de 3 anos atrás, quando se elegeu.
Por isso tudo, já recebeu diversas manifestações contrárias de grandes proprietários e criadores do JCSP, e cada vez mais se isola. E cada vez mais criadores se desfazem de seus plantéis e proprietários abandonam o turfe. Cada vez o turfe de São Paulo fica pior.
Dos proprietários médios, pequenos e dos profissionais do turfe, é quase unânime sua péssima gestão. É a classe mais maltratada, que inclusive foram os que mais sofreram com a falta de pagamento dos prêmios. Sequer os escuta. Ouvir a opinião deles? Nem pensar.
Do projeto TURFE FORTE elaborado há mais de três anos, que se disse ser o pai do projeto, que poderia ser uma luz no fim do túnel, nada comenta e nada faz para implementá–lo. É lamentável, pois então deixou um filho órfão.
A renúncia do Presidente do JCSP, seria o passo mais ético e importante que Eduardo Rocha Azevedo poderia fazer para contribuir com o início da recuperação do turfe de São Paulo.
Diretoria da ACPCPSI