Defendendo nova farda, a azul e branca do Stud 3 Irmãos, Vuole Soldi venceu o Clássico Mário Ferman, principal páreo da programação deste domingo, dia 23 de fevereiro, no turfe pernambucano. Na partida, era esperado que Le Bar tomasse a ponta, mas Vulcano Danz fez uma a diagonal e tomou a dianteira, com Le Bar em segundo. Tank Boy corria próximo em terceiro, seguido de Augusto Purse, Vuole Soldi e Satelite Signal. Nos 600 metros finais, os quatro primeiros estavam praticamente em linha. Na entrada da reta final, Le Bar foi o primeiro a desistir da corrida. Nos 300 metros finais, Vuole Soldi arrancou por fora, dominou e resistiu às atropeladas de Tank Boy e Augusto Purse. O Jóquei M.Silva, de Tank Boy, reclamou ter sofrido prejuízos na entrada da reta final, mas a Comissão de Corridas do Jockey Club de Pernambuco confirmou o resultado da pista. Vuoli Soldi teve a firme condução do jóquei J. Júlio e foi apresentado em excelente estado pelo treinador J. Martins.
Ramatuelle, com F. Sales, vence o páreo sem chicote
Uma das atrações da programação do Clássico Mario Ferman foi o páreo disputado sem o uso do chicote. Vitória, de ponta a ponta, da égua Ramatuelle, conduzida pelo experiente F. Sales. Royal Pacific (J. Júlio) formou a dupla, com Flyness (L. Henrique) e Lance Genial (W. Gomes) a seguir.
Francisco Sales (F. Sales), 42 anos, 29 de profissão, disse que só teve um pouco de trabalho no final, quando Ramatuelle se atirou um pouco para dentro, mas no geral foi tudo muito bem. “Em rápida passagem pelo turfe da Noruega, cheguei a montar e vencer cinco corridas sem usar chicote, porque lá o acessório é proibido. O páreo mais difícil que venci por lá foi na distância de 2.400 metros, mas bom mesmo foi vencer uma prova inédita no Brasil. Acho que vai ser difícil implantar a proibição do uso do chicote no Brasil, mas uma utilização mais moderada é perfeitamente válida”, disse F. Sales após a corrida. O aprendiz L. Henrique disse que no final sentiu muito a falta do chicote. “Se no páreo fosse permitido o uso do chicote, minha montaria chegaria mais bem colocada, mas eu me policiei na reta final para não agir com a emoção e usar o braço ou o boné, o que também era proibido”, explicou o aprendiz.
Um dos patrocinadores do páreo sem chicote, Alcebíades Azevedo, disse que ficou satisfeito com o resultado: “Foi o pontapé inicial para se discutir se o turfe brasileiro pode adotar a ideia ou, pelo menos, alertar sobre a possibilidade de, no mínimo, uma utilização mais moderada do chicote”, avaliou Alcebíades.
Eis os resultados gerais:
1º páreo – 1.400 metros – Prêmio Sérgio Magalhães
1º Viva La Vie L.Henrique ap–3
2º Robinson Crusoé F.Sales
3º Gentleman Jack M.Silva
4º Noted W.Gomes ap–1
5º Xtra’r A.M.Marinho ap–3
Tempo 89s4s.
2º páreo – 1.300 metros – Prova Especial Paulo Paiva / Stud Engenho Bom Nome
1º Camp Nou L.Henrique
2º Decreto W.Gomes ap–1
3º Entrepreneur F.Sales
4º Aventurado Given M.Silva
5º Just Alone (ARG) J.Júlio
Tempo 81s5.
3º páreo – 1.300 metros – Prova Especial Moises Ferman
1º El Macareno J.Júlio
2º Uno Prospector F.Sales
3º Rad W.Gomes
4º Jhon The Doctor L.Henrique
Tempo 81s6.
4º páreo – 1.200 metros – Prova Especial Luiz Gustavo de Azevedo (Tavinho)
Páreo sem chicote
1º Ramatuelle F.Sales
2º Royal Pacific J.Júlio
3º Flyness L.Henrique ap–3
4º Lance Genial W.Gomes ap–1
Tempo 75s.
5º páreo – 2.000 metros
CLÁSSICO MÁRIO FERMAN
1º Vuole Soldi J.Júlio
2º Tank Boy M.Silva
3º Augusto Purse F.Sales
4º Le Bar W.Gomes
5º Vulcano Danz Fábio Silva
6º Satelite Signal L.Henrique
da Redação