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Fevereiro | 2014

O que precisa melhorar para o dia do Derby
18/02/2014 - 22h00min

No próximo dia 16 de março, será disputado o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, 3ª prova da Tríplice Coroa de produtos, o tradicional Derby carioca. Bal A Bali, do Stud Alvarenga, é candidato a fechar o ciclo das três coroas. No mesmo dia, Brilhantissima, do Haras Santa Maria de Araras, tem a mesma chance na versão das potrancas. Esse fato não pode ser ignorado pela mídia, como nas duas primeiras etapas das Coroas. 

Há tempo suficiente para o Jockey Club Brasileiro mostrar sinais de reação. O que não pode acontecer é a continuidade da inércia no Departamento de Marketing. O turfe tem sido absolutamente relegado ao segundo plano. Ou, quem sabe, ao décimo plano, pois o rúgbi, os esportes de inverno e até o basquete com três jogadores recebem mais espaço no noticiário esportivo do que os melhores puros–sangues do País em ação numa prova clássica de alto nível.

Essa aceitação à insignificância não pode continuar. O Jockey Club liberou seu espaço para promover um torneio de tênis internacional. Uma ótima iniciativa, que precisava ser mais bem aproveitada. O tenista número 1 do mundo, Rafael Nadal, foi ao Maracanã, mas os dirigentes do turfe não conseguiram fazer com que ele assistisse a um páreo sequer no próprio hipódromo em que está participando de um torneio. 

Por que na assinatura do contrato ninguém pensou em colocar uma cláusula que exigisse a presença dos jogadores cabeças de chave num dia de corridas? Por que não promover uma Prova Especial “Rio Open”? Por que não homenagear os mais famosos com páreos em seus nomes? Seria uma tremenda carona na mídia internacional. E o Hipódromo da Gávea, um dos mais belos do mundo, teria suas imagens divulgadas mundo afora. Não apenas como pano de fundo das quadras, mas com as corridas e o deslumbramento inevitável dos jogadores de tênis. Talvez alguém pense nisso no ano que vem.

No entanto, o problema de divulgação não é o único. O fluxo das apostas também foi sofrível na Tribuna Social, atualmente, a única no Hipódromo Brasileiro em condições de receber as pessoas, pois as demais se transformaram num canteiro de obras. Mesmo com um público apenas regular, houve filas no fechamento das apostas dos páreos. O número de atendentes nas máquinas foi insuficiente. A limpeza dos banheiros também deixou a desejar. Mais uma vez. Às vezes, parece que existe um plano secreto para evacuação do prado. Um projeto para evitar a presença de gente no hipódromo. Nesse aspecto, talvez haja exagero da minha parte, mas que os dias de corridas, na sexta–feira estão contados, disso eu não tenho dúvida. É um papo furado de corrida deficitária daqui e de jogar páreos fora de lá. Tentativa de comprovar a falta de necessidade de quatro reuniões. Esta semana, por exemplo, alguns páreos de cinco animais, bem equilibrados, foram desprezados. E dentro do próprio hipódromo carioca, na loja da Codere, o canadense Russell Baze deita e rola em Golden Gates Fields em provas desse tipo, com cinco participantes. Rafael Bejarano faz o mesmo em Santa Anita. Será que somos mais espertos do que os americanos?

O jornalista Átila Santos é um excelente profissional, repórter de alto gabarito. Seu nome foi excelente escolha por parte do Jockey Club Brasileiro para a área de comunicação. Tive a oportunidade de trabalhar com ele, há muitos anos. Com certeza, vai se assustar um pouco com a inércia institucionalizada. E vai tentar combatê–la.

Que Deus o ajude nessa tarefa. Acostumado com o jornal “O Globo”, em que realizou excelente trabalho durante tantos anos, ele vai tentar dinamizar o programa “Turfe Espetacular” e as transmissões das corridas. Espero, sinceramente, que o ajudem a divulgar e promover o meeting do Derby. Que essa maravilhosa festa esteja à altura dos excepcionais corredores e protagonistas do belo espetáculo turfístico do próximo dia 16 de março.

por Paulo Gama



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