A CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – publicou em seu site abrangente e importante trabalho, contratado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalg), da USP, denominado “Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo”.
Através do estudo, fica–se sabendo que a eqüinocultura brasileira, com 5,9 milhões de cabeças, possui o terceiro maior rebanho do mundo. A movimentação econômica anual, incluindo os diversos setores pesquisados, alcança R$ 7,3 bilhões, envolvendo cerca de 640 mil pessoas ocupadas.
Quanto às corridas (não há uma radiografia específica que identifique os números da criação de cada raça, e sim, do rebanho como um todo), no segmento “Jockey”, de modo resumido, há destaque para as informações abaixo reproduzidas:
Os primeiros clubes de corridas oficialmente constituídos no Brasil datam do século XIX, sendo que no início do século XX estavam em operação Jockeys nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Atualmente, os principais são: Jockey Club Brasileiro (Gávea, no Rio de Janeiro); Jockey Club de São Paulo (Cidade Jardim); Jockey Club do Rio Grande do Sul (Cristal); e, Jockey Club do Paraná (Tarumã).
Embora existam atualmente dezenas de Jockeys com carta patente distribuídos em diferentes regiões, a maior parte encontra–se desativada. Os Jockeys de Campos (RJ) e de São Vicente (SP), embora não tenham corridas com regularidade, recebem algum destaque na indústria do turfe brasileiro. De acordo com a Portaria n° 482, de 3 de novembro de 2004, no Brasil há 41 entidades turfísticas (Jockeys Clubs). Desses, 18 constam como desclassificadas. Dos demais 23, apenas parte pode ser considerada como ativa. Além dos seis citados anteriormente, completam a relação dos jockeys em atividade os de Ponta Grossa, Goiânia, Salvador, Recife, Campo Grande, Brasília e Sorocaba.
Os Jockeys de São Paulo e Rio de Janeiro têm grande destaque, participando com 96,6% do movimento total. Tanto na Gávea quanto em Cidade Jardim, as agências respondem pela maior parcela do movimento das apostas. As apostas feitas diretamente nos hipódromos representam apenas 15,4% e 22,06%, respectivamente.
Além do movimento gerado pelas apostas, os jockeys também realizam a hospedagem de animais. Neste caso, o custo médio por animal é de cerca de R$ 1.000,00 por mês (em Jockeys de menor porte, este custo cai para cerca de R$ 250,00 mensais). De acordo com as informações obtidas no presente estudo, em termos de emprego, os quatro principais jockeys geram 3.781 empregos diretos.
Considerando as principais atividades relacionadas com os Jockeys, calcula–se que esse segmento movimente em torno de R$ 359.500.000,00 anualmente.
Vale a pena uma visita ao site da CNA para conferir a dimensão do estudo – www.cna.org.br.
da Redação