Disputado há pouco, no Jockey Club de São Paulo, o Grande Prêmio Ipiranga (gr.I), em 1.600 metros na grama, para produtos de 3 anos, marcou a primeira disputa da Quádrupla Coroa de Cidade Jardim. Vitória de Hawk’s Eyes, filho de Public Purse e Belle Fleur (Crimson Tide), de criação e propriedade da Coudelaria Jéssica.
Dada a partida, Victory Is Ours foi o primeiro a aparecer, tomando a ponta. Más Mucho Más e Versace Look tentaram, sem êxito contudo, carregar para cima do já citado filho de Northern Afleet, mas foi dele a dianteira, durante toda a extensão da reta oposta. Hawk’s Eyes alternava entre as quarta e quinta colocações.
Uma vez abordado o tiro direto, Versace Look, acompanhado do Gober, partiu com tudo para cima de Victory Is Ours. E o defensor do TNT, diga-se de passagem, chegou a tomar para si a primeira colocação. Porém, na seta dos 400 finais, Hawk’s Eyes apareceu atropelando “limpo”, pela baliza 1, numa linda condução de Antonio Correia da Silva. E sob o rigor do categorizado jóquei, o castanho deu ali início a um tropel que, não apenas o distanciou do pelotão “da frente”, como também lhe permitiu se esquivar, com sucesso, da longa atropelada de Mr.Tide. Entre os dois primeiros colocados, havia ½ corpo de diferença, no disco de sentença.
Genial (2 e ¾), sempre confirmando, ficou com a terceira colocação. Airplus (2 e ¾) e Gober (3 e ¼), também rendendo com bastante agrado, foram os quarto e quinto colocados, respectivamente. A seguir: Pol Pot, Versace Look, Victory Is Ours, Kindai, Áries, Be Be King, Más Mucho Más, All Saints, Merengão, Valiente Y Guapo, Guns And Roses, Ifigênio e Lampião de Birigui.
Treinado em Campinas por Walfrido Garcia Junior, Hawk’s Eyes chega à sua quarta vitória em oito apresentações produzidas em Cidade Jardim, até aqui. Além do “Ipiranga”, Hawk’s Eyes já havia vencido – em sequência – anteriormente, o Grande Prêmio J.Adhemar de Almeida Prado (gr.I) e o Clássico Siphon (L).
Tempo de 1:33.66, com finais de 23.40 e 11.84.
por Victor Corrêa