Enquanto no Brasil, algumas das nossas mais importantes figuras pouco (ou quase nada) se articulam quando o assunto é o combate à crise no turfe, em outros países o que se vê é, justamente, o oposto. Andreas Jacobs, líder entre os proprietários e criadores da Alemanha, Presidente do Jockey Club de Baden–Baden e também responsável pela Newsells Park Stud, na Inglaterra, divulgou, nesta semana, um planejamento para tentar afastar o turfe alemão de uma eventual crise.
O temor se dá, principalmente, pela queda nas apostas via “parimutuel” (termo francês que designa apostas feitas “na pedra”, ou seja, não bancadas) na Alemanha, em 2011. Dos pouco mais de 60 milhões de euros apostados, apenas 25% do montante teve origem nas corridas de cavalo. Ainda no tocante às apostas, vale dizer que Baden–Baden representa 30% do montante apostado, dentre todos os 48 hipódromos operantes, na Alemanha, atualmente.
“Ser um líder como é o caso de Baden–Baden (o hipódromo) não significa, simplesmente, ser visto como o número um. Significa, também, que você precisa estar, sempre, inovando. Você não deseja ser visto como um tirano, ou algo do tipo. Mas acontece que que as corridas na Alemanha são promovidas como um mero hobby de fim de semana. E nós precisamos substituir essa mentalidade pela do ’comercial’, do ’lucrativo’”, explicou Jacobs.
Dentre as várias diretrizes sugeridas por Jacobs há inovações de maior apelo comercial no tocante às apostas – visando atingir um maior número de pessoas, principalmente tendo a internet como ferramenta – diminuição no número de hipódromos operando no país (hoje, verba que poderia ser direcionada para sofisticar o turfe, como um todo, na Alemanha, acaba virando subsídio para hipódromos que notoriamente dão prejuízo) e, algo que chama a nossa atenção em particular: evitar que, numa mesma data, dois ou mais hipódromos realizem corridas simultanemante.
por Victor Corrêa