Pouco mais de uma semana após o Grande Prêmio Brasil e o turfe já voltou para o “cantinho do esquecimento”, na mídia nacional. E sendo bem realista, as chances de, até o final do ano, voltarmos a ter o respaldo dos grandes veículos se concentra em eventuais catastróficos acidentes, com animais sendo sacrificados – e por isso, chamando a atenção dos jornalistas – ou então algum perdedor compulsivo, quase que um pródigo, nas corridas, sendo personagem da “novela das 8”.
Fora as hipóteses supracitadas, muito dificilmente as lentes da sociedade brasileira (e nisso incluímos todas as classes, com um mínimo de informação e de potencial monetário) terão como foco as nossas corridas de cavalo. Até porque é rara a possibilidade de o referido esporte acabar associado a pessoas, ou a institutos de cunho positivo perante a grande massa, o que, no entanto, é cada vez mais comum no exterior.
Depois de Michael Owen, foi a vez de outra “santidade” do futebol britânico se render ao turfe e adquirir um corredor: o jogador inglês Wayne Rooney, principal preciosidade do Manchester United, vibrar. Não em comemoração a um de seus vários gols, mas pela vitória de Pippy. O “2 anos”, filho de Exceed And Excell obteve a primeira vitória em Wolverhampton, no último domingo, e o então simples páreo destinado a “perdedores” ganhou ares de Grande Prêmio, tamanha a exposição nos sites e nos noticiários locais.
Ainda curtindo as férias, enquanto a temporada do futebol na Inglaterra não começa, Rooney não apenas acompanhou “in loco” a apresentação de seu corredor, como estampou sua satisfação nas mídias sociais. "So happy. Pippy got 1st win tonight. Thanks @Rkingscote" foi o post de Rooney no Twitter, na noite de ontem, fazendo menção ao jóquei Richard Kingscote, que foi o responsável pela condução do animal.
Nos EUA, Kobe Bryant e seus companheiros de Lakers têm cavalos. Na Inglaterra, Owen, Rooney e até mesmo Sua Alteza, a Rainha Elizabeth, possuem os seus. E no Brasil, quando vamos começar a pensar em divulgação – maciça e profissional – para além dos portões de um jockey club? Façam suas apostas. E não precisa jogar muito, pois, pelo “retrospecto”, trata–se de uma pule de quase 3 dígitos...
por Victor Corrêa