De volta aos programas oficiais depois de cumprir suspensão, o jovem Roberto Morgado Neto não esconde o otimismo com relação às possibilidades de Cisne Branco, do Haras Santa Maria de Araras, no GP Brasil deste ano. Aos 27 anos, Betinho tem currículo de treinador experiente e resultados nas pistas de gente grande. Aos 19 anos, adquiriu matrícula de treinador – o mais novo da história do turfe carioca – e já esteve perto de faturar a mais importante prova do turfe nacional.
“Obtive o segundo lugar duas vezes, uma com Quatro Mares e a outra com Too Friendly, mas os dois cavalos corriam em nome do meu pai. Com a égua Smile Jenny cheguei à quarta colocação. Cisne Branco é um animal cheio de problemas físicos e, por isso, correu poucas vezes em sua campanha. Entretanto, tem muita categoria e não deve ser subestimado. Até a corrida preparatória, em que arrematou no segundo posto, ele estava invicto”, analisa.
Betinho considera Veraneio, Didimo e Invictus as forças do Grande Prêmio Brasil deste ano. Além disso, lembra que os três são mais novos do que Cisne Branco, o que pende a balança contra o seu pensionista. Apesar disso, não esconde ter esperanças de surpreender. “Quando você treina um animal de classe nunca perde a fé. Na verdade, o ano do Cisne Branco ganhar o Grande Prêmio Brasil foi o último, mas infelizmente ele teve contratempos e não pôde ser apresentado. Agora, está num bom momento e, quem sabe, não resgata esta vitória fora de hora?”, filosofa.
No quilômetro internacional do Grande Prêmio Major Suckow, Roberto Morgado Neto vai apresentar a parelha Landlover e Aspiración. O treinador acredita em bom desempenho de ambos. “A força é Tap Is Back, do Stud Alvarenga, que deu um show depois de correr em distâncias maiores. Mas Landlover é um cavalo de bom nível e a potranca surpreendeu na grama com atuação espetacular”, destaca.
De volta à carreira solitária – seu pai, Roberto Morgado Júnior, está agora radicado na Gávea – avisa que o pai está de volta ao trabalho e, apesar da deficiência visual, tem capacidade para brilhar, como sempre fez. “Meu pai é um cara de qualidades especiais. Só quem teve a oportunidade de conviver com ele para saber disso. Recebeu uns cavalos de São Paulo e está feliz por voltar a treinar. Torço sempre pelo seu sucesso. Ele foi o meu grande incentivador e mestre na profissão”, fala emocionado.
por Paulo Gama