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Julho | 2012
A versatilidade itinerante de Thompson Rouge 19/07/2012 - 18h07min
arquivo RL

Thompson Rouge está alojado no Haras Espantoso, Bagé, RS
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Como opções para os nossos criadores, na atual temporada de monta, há tanto animais importados, e com campanha desenvolvida exclusivamente no exterior, quanto produtos nacionais e cujo turf record se deu, na íntegra, em pistas brasileiras. E o que dizer então de um animal estrangeiro, mas que desempenhou muito bem a sua função de corredor, em provas disputadas no Brasil? É justamente este o caso de Thompson Rouge, que apresenta diversos chamarizes aos seus eventuais investidores.
Criado na Irlanda pela coudelaria italiana Scuderia San Pancrazio, Thompson Rouge foi enviado para a Itália, ainda muito novo, país no qual produziu a sua – auspiciosa – estréia, aos 2 anos. Na sequência, já com 3 anos, Thompson Rouge acabou exportado para a França, país no qual deu sequência ao vitorioso início de campanha, no Prix de Courcelles (L), em 2.100 metros na grama, Hipódromo de Longchamp. No Prix Hocquart (gr.II) Thompson Rouge perdeu a sua invencibilidade, mas não deixou de correr bem, finalizando na terceira colocação para o ganhador de grupo I, Khalkevi. Retornando à Itália, Thompson Rouge arrematou em quarto no Derby Italiano (gr.I), para depois, na volta à França, ficar com a quarta colocação no Grand Prix de Deauville Lucien Barriere (gr.II) – vencido pelo internacional Polish Summer – e no Prix Hubert de Chaudenay (gr.II).
Apenas 15 dias depois, em meio ao meeting do “Arco”, Thompson Rouge foi à raia no Prix du Conseil de Paris (gr.II), onde perdeu, por apenas ½ corpo, para o múltiplo ganhador clássico – incluindo grupo I, Ange Gabriel. Após ficar mais de 5 meses sem correr, e fracassar no Prix d’Hedouville (gr.III) Thompson Rouge deu adeus ao Velho Continente, rumando para os Estados Unidos, já aos 4 anos de idade. Dentre as suas exibições na América do Norte, destaque para uma vitória num allowance, em 2.000 metros na grama, disputado em Belmont Park, e para o seu quinto lugar no Woodward Stakes (gr.I), vencido pelo ótimo Mineshaft.
Após, portanto, ter enfrentado alguns dos melhores corredores de sua época, em importantes pólos turfísticos do globo, o alazão veio cumprir campanha em terras brasileiras. Entre a sua derradeira apresentação nos Estados Unidos, e a sua estréia no Brasil, se passaram sete meses, mas nada que impedisse Thompson Rouge de debutar com vitória, na Prova Especial Linneu Ferreira do Amaral, em 1.900 metros na areia, no Hipódromo do Tarumã. Mais aguerrido, Thompson Rouge foi inscrito no Grande Prêmio Pres. Rafael A. Paes de Barros (gr.II), preparatória da prova máxima do turfe paulista, em Cidade Jardim. E Thompson Rouge levou de vencido o importante embate, nos 2.400 metros na grama, credenciando–se, portanto, à disputa do Grande Prêmio São Paulo (gr.I). Rendendo aquém do esperado no importante compromisso, Thompson Rouge voltou à raia no Grande Prêmio Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida de São Paulo (gr.I), onde finalizo em terceiro no páreo vencido pelo polivalente Ketter. Retornando às competições em pista de areia, Thompson Rouge argolou um chamativo terceiro lugar no Grande Prêmio Paraná (gr.I), levantado pelo então melhor arenático do Brasil, Fort Bird. E por fim, mesmo com mais de 5 meses de espaçamento entre as duas competições, Thompson Rouge venceu a Prova Especial Clackson, em 2.400 metros na grama, no Hipódromo de Cidade Jardim, quando do festival do GP São Paulo 2006.
Com seis vitórias em vinte e duas saídas, Thompson Rouge ingressou na reprodução em 2007, e já conta com o clássico Ivorhon. Filho do excelente Machiavellian (pai de animais como Vettori e Street Cry) e Timarete (Green Dancer), Thompson Rouge conta ainda com a excelente Tandina, corredora de grupo I na Itália, como sua segunda mãe.
Thompson Rouge está alojado no Haras Espantoso, em Bagé, no Estado do Rio Grande do Sul.
Clique aqui para acessar o leilão do Raia Leve.
por Victor Corrêa |

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