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Julho | 2012
Pavillon, um alazão inconfundível 19/07/2012 - 13h52min
arquivo RL

Pavillon está alojado no Beverly Hills Stud, Arandu, SP
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Reunindo todos os atributos necessários à cerne de um bom reprodutro, Pavillon é mais um exemplo de reprodutor nacional que precisa estar à vista dos criadores brasileiros. Com uma campanha irrepreensível e filiação das mais qualificadas, o alazão criado pelo Haras Dar–El–Salam – nascimento em 1994 – já possui, inclusive, chamativos corredores entre os seus filhos, o que só faz aumentar as suas credenciais para a presente temporada de monta.
Como supracitado, Pavillon compôs a geração que estrearia em nossas pistas no ano de 1997. Estreando diretamente na areia, Pavillon foi o segundo colocado numa eliminatória, e logo em sua apresentação subsequente (1.400 metros na areia, Hipódromo da Gávea), obteve o seu primeiro laurel. Sua primeira experiência no gramado ocorreu no Grande Prêmio ABCPCC (gr.I), onde arrematou fora do marcador e produziu a exibição antecedente ao seu terceiro lugar no Clássico Imprensa (L) – já aos 3 anos.
Os progressos acusados por Pavillon fizeram com que os seus responsáveis insistissem na esfera clássica, e nisso lograram êxito, haja vista que o alazão viria a vencer o Grande Prêmio Costa Ferraz (gr.III), uma milha na grama, no Hipódromo da Gávea. E esta foi apenas a primeira das três vitórias clássicas obtidas em sequência por Pavillon, que com o seu galão inconfundível, levou de vencido também o Clássico Justiça do Trabalho – 1ª região (L) e o Grand Criterium do Grande Prêmio Linneo de Paula Machado (gr.I), ambos promovidos nos dois quilômetros, em pista de grama, na Gávea.
Já apontado como líder no Rio de Janeiro, Pavillon foi então anotado a fim de realizar a sua primeira aparição fora de domínios fluminenses. E além do páreo em questão se tratar do Grande Prêmio Derby Paulista (gr.I), havia a figura do incrível Quari Bravo, que tentaria na ocasião a conquista da Tríplice Coroa local. Em exibição formidável, Pavillon “apertou” Quari Bravo nos instantes decisivos da competição, finalizando na segunda posição. Por prejuízos causados a Che Astaire, no entanto, Pavillon restou desclassificado para terceiro.
Em janeiro do ano seguinte, numa queda brusca dos 2.400 para os 1.600 metros, Pavillon enfrentou o Clássico Verão Azul (L), na areia, onde acabou fracassando. Contudo, melhor adaptado, novamente, à distância da milha, e competindo somente contra potros da sua idade, o exímio corredor levantou o Grande Prêmio Estado do Rio de Janeiro (gr.I, 1.600 metros na grama), na abertura da Tríplice Coroa da Gávea. Exportado para os Estados Unidos, Pavillon conseguiria a sua primeira vitória naquele país em sua segunda apresentação no mesmo, em janeiro de 1999: foi num allowance, em 1.800 metros na grama, no Hipódromo de Gulfstream Park. Dois anos depois, Pavillon chegaria ao seu mais importante êxito no Hemisfério Norte, quando da disputa do Red Bank Handicap (gr.III), em 1.600 metros na grama, no Hipódromo de Monmouth Park. Também foi ele o ganhador de um claiming, em Delaware Park (1.700 metros na grama), no ano de 2002. Em se tratando de suas colocações, as principais ocorreram no Bay Meadows Handicap (gr.III), onde finalizara em quarto, e no Hialeah Turf Cup Handicap (gr.II), páreo no qual terminou em quinto.
Pavillon encerrou sua campanha com oito vitórias em trinta e cinco saídas, produzidas dos 2 aos 8 anos. Regressando ao Brasil, ele iniciou sua campanha na reprodução no ano de 2003, tendo a sua primeira geração nascida em 2004. Destaque para os nomes de É Uma Pintura, líder de geração e ganhador de grupo II em Maroñas, e Robalão, primeiro colocado em prova de grupo III, na Gávea. Seu alojamento é respondido pela Beverly Hills Stud, em Arandú, no Estado de São Paulo.
Clique aqui para acessar o leilão do Raia Leve.
por Victor Corrêa |

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