Em virtude de uma suspeita de caso de mormo em cavalo alojado no Centro de Treinamento Bella Vista, em Teresópolis, o Ministério da Agricultura decidiu fechar, preventivamente, por 45 dias, o trânsito de cavalos na localidade. No entanto, segundo o exame clínico a que o cavalo foi submetido, não há sinais da doença. Para o veredicto final, será feita uma contraprova, cujo resultado deve acontecer até a próxima quarta–feira. Por enquanto, o animal está confinado e, caso a suspeita se confirme, será sacrificado.
Com isso, os cerca de 140 animais alojados no Bella Vista estão praticamente fora do maior evento do turfe brasileiro, o GP Brasil, marcado para a primeira semana de agosto próximo.
O local de maior incidência de casos, até o momento, é o Estado de Minas Gerais, onde cerca de 90 municípios apresentaram casos de mormo, nenhum, porém, em cavalos da raça PSI.
A intervenção no Bella Vista já causa prejuízos ao Jockey Club Brasileiro. No momento desta publicação, 29 deserções já haviam sido anunciadas para o conjunto de programa dessta semana, no Hipódormo da Gávea. Como em Teresópolis, um cavalo da raça Manga Larga fora detectado com o Mormo, há a preocupação, nos meios turfísticos, de que a doença se alastre, o que poderia comprometer até a realização do GP Brasil na data marcada – 5 de agosto –, embora tal situação ainda não esteja em pauta na diretoria do JCB.
“Neste momento, não há qualquer ideia de se transferir a data do GP Brasil. Vamos aguardar os acontecimentos dos próximos dias para que possamos ter uma posição clara a respeito do assunto e fazer novas avaliações”, disse Luiz Fernando Alencar, presidente da Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro.
Antonio Bandeira, fundador e titular do Centro de Treinamento Bella Vista, que existe há 15 anos e jamais teve qualquer problema com a parte veterinária, a frequência do exame de mormo deveria ser obrigatória:
– Perguntei aos responsáveis pela vigilância sanitária do Ministério da Agricultura por que, como acontece com o exame de anemia infecciosa equina, não era obrigatório o exame de mormo e ele respondeu que a doença parecia extinta no País, pois não apresentava nenhum caso desde 1967. É uma situação terrível, pois nosso centro de treinamento é responsável por, aproximadamente, 15% das vitórias dos páreos realizados no Hipódromo da Gávea. Vencemos o GP Major Suckow de 2011 e contávamos conquistar o bicampeonato. Por tudo isso, penso que seria interessante o Jockey Club Brasileiro transferir a data de sua festa máxima, até porque, dessa forma, poderíamos também fugir da concorrência com os Jogos Olímpicos”, avaliou Bandeira, que ainda aguarda desfecho favorável em relação aos exames.
da Redação