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Julho | 2012
APFT mostra disposição para junto com o JCSP contornar a crise atual 03/07/2012 - 19h13min
A APFT – Associação Paulista de Fomento ao Turfe enviou ao Raia Leve, o comunicado abaixo, que será transcrito na íntegra.
A ACPCPSI tendo em vista a gravidade da situação do Turfe Paulista, e sempre no sentido de apoiar os proprietários de todo o Brasil, resolveu publicar na capa o comunicado da APFT.
Torcemos para que a APFT e o JCSP cheguem a uma solução para a difícil situação atual.
Segue abaixo o comunicado da APFT:

COMUNICADO
Diante dos fatos apresentados na reunião ocorrida no Jockey Club de São Paulo na última quarta–feira, a Diretoria da Associação Paulista de Fomento ao Turfe (APFT), gostaria de comunicar a toda coletividade turfística o que segue:
Primeiramente é importante registrar que temos ciência do problema vivido pelo Jockey Club de São Paulo em relação ao pagamento dos tributos em atraso e sua complexa situação, mas cumpre ressalvar que tal problema já vem de longa data e Diretorias anteriores conviveram com o mesmo sem ter adotado tão destrutiva posição em relação ao turfe.
Assim, não podemos, pelos princípios que norteiam a APFT e pelos direitos que temos por obrigação defender, concordar com a decisão de que o ônus da situação atual repouse nos ombros dos criadores e, especialmente, dos proprietários paulistanos, cujos prêmios são a fonte única de receita.
Em mais de um ano na gestão do Clube houve tempo para que a Diretoria atual do Jockey Club de São Paulo discutisse a redução de custos e o aumento das receitas, objetivando o equilíbrio do caixa e preservando nossa atividade.
Neste ano de gestão, a APFT sempre buscou apoiar a Diretoria do Jockey Club de São Paulo, seja possibilitando a vinda de grupos norte–americanos para prestar consultoria na área de turfe/apostas, seja na busca pela adequação do Estatuto do Clube, na continuidade e implementação do Projeto Turfe Forte, ou na elaboração de um plano de resgate da atividade em si.
Todas as iniciativas foram no sentido de recuperação da atividade precípua do Jockey Club de São Paulo que é o turfe, com geração de receitas inerentes à atividade, sejam diretas como apostas ou indiretas como patrocínios e eventos. Entendemos que sem estas ações vamos continuar vendendo patrimônio sem conseguir recuperar o turfe.
Ante o exposto, não podemos aceitar passivamente a retenção de 70% (setenta por cento) dos prêmios e o consequente congelamento dos valores a receber pelo período de 6 (seis) meses, pois a atitude é altamente nociva à atividade com reflexos graves e imediatos para, além dos próprios proprietários, todos os profissionais militantes no Jockey Club de São Paulo.
Vale salientar que, a falta de discussão das medidas que se pretendiam adotar simplesmente impossibilitou qualquer contribuição prévia de nossa parte.
Diante da gravidade da situação e das consequências a que toda a coletividade turfística está exposta pela medida, gostaríamos de tornar pública nossa ilimitada disposição em ajudar o Jockey Club de São Paulo com este problema pontual e imediato e trabalharmos juntos para encontrar receitas que minimizem seus efeitos ainda no segundo semestre de 2012.
A busca pela mudança do formato de gestão do turfe, bem como o desenvolvimento de parcerias que possam nos auxiliar na melhora da gestão de nossos espaços e, principalmente, na reconstrução de nossa atividade, é nosso principal objetivo e esperamos que seja também o das estruturas que hoje gerenciam nosso meio.
Por fim, afirmamos novamente que o pagamento dos prêmios deve ser prioridade absoluta, sob pena de inviabilizarem o já sofrido turfe paulistano, que é a única razão da existência do Jockey Club de São Paulo.
São Paulo, 03 de Julho de 2012.
A Diretoria APFT |

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