Aos 21 anos de idade o reprodutor Monsun, filho de Konigsstuhl e Mosella (Surumu), de Gestut Schlenderhan, conseguiu um feito limitado aos melhores “sires” de toda a história do PSI: o alemão foi nomeado “chefe de raça”, e, assim, passa a integrar uma seleta lista, composta por outros 217 nomes.
Tido, ao lado do britânico Lomitas, como o garanhão mais importante para a difusão da criação germânica no turfe internacional, a partir da década de 90, Monsun, logo em campanha, mostrava–se um formidável corredor. Nas pistas, Monsun foi bicampeão do Preis–Europa (gr.I), além de ter faturado o Aral–Pokal (gr.I) e o título de “cavalo do ano” na Alemanha, no ano de 1993.
De 1996 – ano em que fora retirado à reprodução – até os dias atuais, Monsun já produziu 46 ganhadores de provas graduadas (sendo 14 de grupo I), além de ser avô materno de ganhadores de graduação máxima e “pai de pais” que, logo em suas primeiras gerações, produziram ganhadores de grupo I. Ou seja, o rol de feitos e atributos ostentados pelo castanho é dos mais extensos.
A criação brasileira, por sua vez, passou a estreitar os seus laços com Monsun a partir das operações de shutlle que trouxeram para cá dois dos seus melhores filhos: Manduro e Shirocco, que neste segundo semestre de 2011 estiveram cumprindo suas temporadas de monta em Bagé/RS e Tijucas do Sul/PR, respectivamente.
por Victor Corrêa