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Novembro | 2011

RJ: APTJARJ manifesta sua indignação pela derrubada dos silos do Armazém
24/11/2011 - 12h00min

A Associação Profissional dos Treinadores, Jóqueis e Aprendizes do Rio de Janeiro, enviou carta ao presidente do JCB Luis Eduardo da Costa Carvalho manifestando sua total indignação, bem como corrigindo os argumentos informados pelo JCB para a demolição dos silos.

Com esta correspondência, a APTJARJ restabelece a verdade, bem como torna público fatos omitidos pelo JCB quando “justificou” tal demolição realizada na calada da noite.

Mais ainda, a APTJARJ, demonstra o quanto a administração Lecca empurra o turfe ladeira abaixo.

Foi desta forma, que um numeroso grupo de profissionais, apoiado pela esmagadora totalidade dos treinadores do JCB, tomou a histórica decisão de realizar uma paralisação das corridas, na semana anterior ao GP. Brasil 2011, devido ao cancelamento do plano de saúde dos profissionais pelo presidente Lecca.

Nesta paralisação, os proprietários de cavalos, após serem informados e consultados pelos treinadores, entenderam que os motivos eram mais que justos, ficando solidários às causas defendidas pelos treinadores e então apoiaram a paralisação.

A paralisação de alerta desencadeou uma série de apoios e manifestações de sócios do JCB, mesmo os que não freqüentam o hipódromo, em favor dos profissionais.

Há de se reconhecer e enaltecer, a coragem de vários profissionais que apesar de sofrerem velada pressão e opressão não se deixam levar pelo medo de “punições vingativas”.

Leia abaixo a integra da carta.

APTJARJ - ASSOCIAÇÃO DE TREINADORES, JÓQUEIS E APRENDIZES DO RIO DE JANEIRO.

Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2011.
AO JOCKEY CLUB BRASILEIRO

REF: Armazém - JCB


Prezados Senhores:

Tivemos em 21.11.11 resposta da solicitação desta entidade, que pretende a reativação do Armazém de ração para cavalos, com os seguintes argumentos para a negativa do requerimento:

I- Que no ano de 2009 o Armazém funcionava de forma precária em razão de 60% dos animais estarem alojados em centros de treinamento;

II- que o índice de inadimplência trazia prejuízo para o clube e, por isso, a diretoria resolveu fechá-lo;

III- e que nossa associação solicitou à diretoria do Hipódromo a administração do empreendimento e, pelo fato de o setor operacional ser inviável nossa entidade decidiu devolvê-lo;

Ocorre que, nós, profissionais que militamos nas dependências do hipódromo não podemos MAIS sofrer as conseqüências de uma administração descabida, com pretensões distintas à natureza da atividade que ensejou este importante clube.

Outrossim, trata-se de um verdadeiro engodo a afirmação de ter sido nossa entidade quem solicitou a responsabilidade sobre a administração do referido Armazém. Na verdade, nos foi imputada tal responsabilidade sem qualquer previsão, sob ameaça de que, caso não assumíssemos a administração, as atividades estariam encerradas (conforme confessado no item II dos próprios argumentos do clube, ao informar que sua diretoria decidiu fechar o Armazém). Essas atitudes baixaram, novamente, contra nossa classe profissional o medo e o desespero, situações já tradicionais nessa não humilde gestão.

Por conseguinte, cabe frisar que o procedimento adotado para a destruição do armazém foi efetuado na calada da noite, exatamente para frustrar qualquer medida contrária aos interesses da atual administração do clube, que denota total má-fé ao informar que nossa associação silenciou durante o tempo em que o Armazém esteve fechado. A verdade é que diretores e demais autoridades nos forçavam a calar quando tentávamos argumentar a respeito de alguns assuntos, em especial, como no caso em tela, a reativação do Armazém.

Mister trazer ao conhecimento de todos os interessados que nossa entidade não suportou administrar o Armazém pelos fatos abaixo expostos:

Porque a diretoria do clube não permitiu a continuidade das formas de cobrança por eles utilizadas durante todos os anos que administraram o referido empreendimento;

Porque cobrou de nossa associação R$ 15.000,00 (quinze mil reais) de IPTU para o uso do espaço, quando na verdade nos foi informado que o custo do tributo seria de R$ 2.000,00(dois mil reais), tendo ainda a ousadia de informar ao público que ofertou o imóvel a título gratuito, dissimulando toda a operação de um empréstimo gratuito para um empréstimo oneroso, parecido com o que faz com as cocheiras das referidas Vilas Hípicas;

Cabe ainda salientar que em momento algum a atual diretoria mostrou interesse em reverter este quadro deficitário do armazém.

Devemos informar que por diversas vezes em reuniões com a atual administração, foi pedido à reabertura do mesmo.

Notório, também, a articulação efetuada com a intenção de desestimular o alojamento dos animais no Hipódromo da Gávea, o que nos faz pensar que se trata de uma conspiração para esvaziar um espaço que - como sabido por todos - é mais do que cobiçado. Cobrança do metro cúbico da água três vezes acima do normal; largando à desídia as dependências das Vilas e das raias de trabalho; desestimulando o exercício dos animais nas raias do clube; oferecendo, a cada dia, piores estabelecimentos de comércio para profissionais e para os (poucos) proprietários que insistem em permanecer com seus animais alojados na Gávea; e tratamento, com maior desídia ainda, dos banheiros e das tribunas de onde se assiste os trabalhos dos animais.

Com toda essa ação, é fácil compreender por que existe pouca utilização das Vilas Hípicas. Em vez de se procurar valorizar a manutenção dos animais da Gávea, a atual diretoria prefere desvalorizar as dependências com medidas como a desativação do Armazém, em foco neste comentário.

Por fim, resta lamentar que nossos turfistas consagrados, se rendam tão facilmente à pressão em tornar desvantajoso o treinamento dos nossos animais atletas em nosso próprio quintal.

Restando tão somente comunicar a nossos profissionais, e a quem mais interessar que continuaremos nossa empreitada, focados na revalorização dos espaços de treinamento no Hipódromo da Gávea, sugerindo e adotando medidas de economia do trato mensal e de equilíbrio entre a estrutura de nossas dependências com a dos centros de treinamento.

Atenciosamente,
Presidente - APTJA-RJ


Diretoria da ACPCPSI



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