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Novembro | 2011

Mário Rozano é o entrevistado do Raia Leve na festa do Bento 2011
21/11/2011 - 22h42min

Traudy Trotta

Mário Rozano, de terno, na Festa do Bento

A reportagem do Raia Leve entrevistou na festa do GP Bento Gonçalves, o respeitado articulista, autor, editor e turfman Mario Rozano, que acaba de lançar o livro "DÁ-LHE ROSSANO! 25 anos sobre as patas dos cavalos".

Leia entrevista abaixo:

RL - Quem é Mario Rozano?

MR
- Pesquisador, autor e editor. Autor do livro Histórias de Porto Alegre - Jockey Club, obra ilustrada com 200 imagens, mostrando o turfe na cidade de Porto Alegre desde o século XIX, quando existiam 4 hipódromos em atividade permanente, ao início dos anos 2.000. Organizador da obra Tentativa de Independência do Estado do Rio Grande do Sul - A Primeira História da Revolução Farroupilha, Prêmio Açorianos de Literatura Especial 2010. Organizador da obra Dicionário Politico do Rio Grande do Sul 1821/1937, de Sérgio da Costa Franco; Organizador do livro Odysseus, O Velho, de Carlos Nejar, na Academia Brasileira de Letras em 2010; autor do projeto do livro Século XXI RS, lançado em 2005 em Paris, durante o ano do Brasil na França, Prêmio O SUL de Literatura; autor do projeto do livro e Exposição de Esculturas, Miseráveis - A Estética da Dor, de Arminda Lopes, lançado em Paris em 2006; Arminda Lopes – Miseráveis na França 2007, entre outros. Assessor de Projetos Especiais da Secretaria de Cultura do Estado do RS e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Ado Malagoli, em 2008/09. Colaborador do Jornal Zero Hora de Porto Alegre; correspondente da revista argentina Tag - Todo A Ganador.

RL - O que o fez escrever um livro sobre Mario Rossano? E como se pode com adquirir o livro?

MR
- O livro DÁ-LHE ROSSANO! 25 anos sobre as patas dos cavalos, é um registro jornalístico e iconográfico, da trajetória do jóquei Mário Rossano, no período de 1947 a 1970, nos hipódromos dos Moinhos de Vento e Cristal em Porto Alegre. A publicação não tem o objetivo de lembrar ou retornar ao passado, mas de poder vê-lo, reproduzindo os acontecimentos como foram noticiados na época e publicado pelos vários jornais e revistas que divulgavam o turfe em Porto Alegre. É o fato que dispensa a história, porque se entra em contato direto com o própio fato, ou a história sem o historiador.

Trata-se de uma pesquisa que além de resgatar uma parcela da história da cidade de Porto Alegre e de um personagem que foi um dos seus ídolos, tem a pretensão de divulgar o turfe, como um esporte de emoções sem precedentes e uma atividade social e economicamente viável.

A aquisição poderá ser feita por intermédio da Livraria Cultura, que tem filiais nas principais capitais do país.


O homenageado Mário Rossano e Ferrasso do JT

RL - Quando começou e qual a sua ligação com o Turfe?

MR -
Meu pai, Mário Joquim Rossano chegou a Porto Alegre em 1947 e, no início dos anos 50, assumiu compromisso com a Srta. Niza Therezinha Driesch - filha do sócio, proprietário de cavalos e cirurgião dentista do Jockey Club do Rio Grande do Sul, que prestava assistência aos profissionais, Dr. J.B. Driesch - e que frequentava as glamurosas reuniões dos Moinhos de Vento. Uma vez firmado o consorcio em 1952, com o meu nascimento em 53, posso dizer que a partir deste ano começou a minha trajetória no turfe, em principio distante, porém, já com um bom pedigree...

RL - O que achou da aceitação do público no lançamento do livro? Superou as espectativas?

MR -
Sem dúvida, além da homenagem ao cidadão Mário Rossano, pai, homem público e um ídolo que sempre será, e tanto pelas manifestações no dia do maior evento do turfe do Estado, como pelas inúmeras matérias que a imprensa publicou antes do lançamento reverenciando o Rossano, foi um sucesso.

RL - Pensa em escrever mais livros sobre Turfe?

MR -
O turfe é parte integrante da minha história de vida e, como autor e editor, é um tema que está permanentemente na pauta.

RL - O que achou da festa promovida pelo Jockey Club do Rio Grande do Sul do GP Bento Gonçalves?

MR - O evento do 103ª Grande Prêmio Bento Gonçalves, em todos os seus aspectos, deixou um legado para as próximas administrações, vai ser um páreo complicado para superá-lo...

RL - Fale um pouco sobre o cenário atual do Turfe no Brasil.

MR -
O turfe nacional vive um paradoxo; se por um lado a criação brasileira caminha cada vez mais qualificada e ocupando um lugar de destaque no cenário internacional, inclusive ultrapassando a Argentina com vitórias contundentes; por outro, os nossos hipódromos estão vivendo momentos de instabilidade de várias origens; desde a falta de público e da divulgação que forma os ídolos; da concorrência desleal de outras modalidades de apostas similares, do amadorismo de dirigentes em uma época de extrema competitividade e, sobretudo de investimentos em tecnologia. Creio que o Turfe ainda trás consigo a marca da dependência que provocava o paternalismo de décadas passadas. O Rurfe precisa investir no próprio Turfe e fazer do cavalo seu principal protagonista.

RL - Deixe um recado aos leitores do Raia Leve.

MR -
O Raia Leve cumpre o indelével compromisso de disponibilizar, indistintamente, aos turfistas e interessados uma tribuna pública para debater, expor idéias e discutir o turfe. A consequência desta interatividade única no Brasil é o fomento da atividade nos hipódromos e nos haras, portanto, a participação dos leitores se manifestando em qualquer que seja o tema que envolve o esporte, é a certeza que o Turfe cresce e se torna comum a todos.

por Rodrigo Pereira
fotos: Traudy Trotta



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