Disputado na tarde deste domingo, em Maroñas, no Uruguai, o Gran Premio Nacional (gr.I), em 2.500 metros na areia, para produtos de 3 e mais anos, estava pronto para revelar o 23º Tríplice Coroado da história do turfe local: Boby di Job. Contudo, o potro brasileiro não conseguiu repetir a façanha de Invasor – o último estrangeiro a vencer a Tríplice Coroa em Maroñas – frente à vitória de Dopplavu, filho de Robin Des Pins e Doblevé (Vermal), de criação do Haras Don Alfredo e propriedade do Stud Vida Nueva.
Conduzido pelo brasileiro Roni Von Souza, Dopplavu atropelou com ímpeto na reta de chegada, para superar o candidato Boby di Job, que ponteou o páreo durante quase toda a sua extensão. No complemento da trifeta, arrematou Nansouk (Special Nash/Haras Mabruk), outro representante da criação nacional no lote. Elio Umpiérrez responde pelo treinamento de Dopplavu, que no ato obteve a sua 3ª vitória em 11 apresentações. Tempo de 2:38.00.
Apesar da derrota, Boby di Job não perdeu seu status de estrela do turfe uruguaio, neste ano de 2011. E além da sua chamativa campanha, que na certa lhe põe como o cavalo a ser batido no próximo “Ramírez” – evidentemente, caso Boby di Job permaneça no Uruguai – o castanho é artigo de suma importância para a valorização da nossa criação. Pertencente a uma reduzida, porém qualificada, “safra” do Haras Curitibano, Boby di Job possui um pedigree autenticamente brasileiro, sendo ele um filho do ótimo Job di Caroline (o primeiro ganhador de grupo I produzido pelo alazão) e neto do bicampeão do GP Brasil (gr.I) Villach King, valendo dizer que ambos, apesar das chamativas campanhas e linhagens, acabaram sub–aproveitados na reprodução.
por Victor Corrêa