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Ronigol - Stud Verde
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Papa-Léguas - Stud H & R
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Maio | 2006
Alguns aspectos da criação nacional 31/05/2006 - 20h57min
Em primeiro
lugar, esclareço que este breve escrito, sem qualquer outra intenção, limita–se, única e exclusivamente, em
oferecer à comunidade turfística de modo geral, alguns dados estatísticos referentes aos garanhões em atividade no
país.
Recentemente, o Stud Book Brasileiro tornou disponíveis as informações sobre a última temporada de
monta, ano de 2005, relacionando todos os garanhões em atividade e suas respectivas quantidades de
coberturas. De posse destes elementos, foi possível verificarmos alguns dados estatísticos que
julgamos curiosos e, por tal, interessantes de serem divulgados:
– No ano de 2005, estiveram em atividade,
no Brasil, 304 (trezentos e quatro) reprodutores, que serviram a 4.272 (quatro mil duzentas e setenta e duas)
éguas; – Logo, se dividirmos o número de éguas pelo de garanhões em atividade, teremos a relação de 14,05
éguas para cada garanhão. É óbvio que, por diversos motivos que entendemos não caberem neste curto
texto o aprofundamento, esta simetria não existe, nem seria possível. De fato, como veremos a seguir,
tivemos proporções completamente heterogêneas:
– O ganharão que padreou a maior quantidade de matrizes foi
o importante reprodutor Roi Normand (1983), tendo servido um total de 132 (cento e trinta e duas) éguas, o que
equivale a 3,09% do total de reprodutoras padreadas; – Por curiosidade, o segundo ganharão com maior
quantidade de coberturas foi justamente seu excepcional filho, Redattore (1995), que serviu um total de 105 (cento
e cinco) éguas; – Na referida temporada, apenas estes dois garanhões serviram uma quantidade superior a
100 (cem) éguas, pelo que, juntos, foram responsáveis por 5,55% do total de éguas padreadas; – De outro
turno, tivemos o impressionante número de 51 (cinqüenta e um) reprodutores que serviram apenas uma égua, ou seja,
16,78% dos garanhões em atividade, quando muito, estarão nas pistas representados por apenas um produto; – Se
ampliarmos este número para o total de garanhões que serviram até 5 (cinco) éguas, encontraremos o total de 148,
ou seja, impressionantes 48,68% dos garanhões em atividade cobriram entre 1 e 5 matrizes; – Responsáveis pelo
padreamento de um mínimo de 6 (seis) e o máximo de 28 (vinte e oito) matrizes, tivemos 109 (cento e nove)
reprodutores, ou seja, 35,86% do total em atividade; – Por fim, verificamos que 47 (quarenta e sete) sementais,
o que equivale a 15,46% do universo total em atividade, cobriram quantidade igual ou superior a 30 (trinta)
matrizes, tendo, em conjunto, sido responsáveis pelo padreamento de 2.712 (duas mil, setecentos e doze) éguas, ou
seja, 63,48% do total de éguas padreadas.
Os dados mencionados no início deste rápido levantamento trazem à
melancólica constatação de que, em mais de três décadas, o ano de 2005 foi aquele no qual tivemos o menor número
de garanhões em atividade no país, assim como de reprodutoras. Outra lamentável realidade: este
período representa aquele em que tivemos a menor quantidade de criadores registrados, apenas 379 (trezentos e
setenta e nove). A verdade é que hoje somos muito poucos. Há exatos dez anos o número de criadores
registrados era superior a 1.000 (mil), tendo, em 1991, encontrado seu ápice com a inscrição de 1.493 (mil
quatrocentos e noventa e três) criadores. À vista destas breves considerações, chegamos à conclusão
de que, ao mesmo tempo em que a criação nacional teve expressiva valorização, “entrando” no cenário mundial,
produzindo ganhadores de Grupo nos mais diversos e importantes centros turfísticos, o número de criadores está em
evidente e perigoso declínio. E mais, que apesar do decréscimo da quantidade de garanhões em
atividade nesta última temporada, ainda existe um número bastante considerável de reprodutores com diminuta, ou
porque não mesmo dizer nula, utilização. Por fim, reafirmo, este arrazoado não tem nenhuma pretensão
maior, além do seu aspecto informativo, que não seja conduzir à reflexão de toda comunidade turfística sobre estes
fatos irrefutáveis.
por Armando Burlamaqui |

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