PR: No geral, situação vence; nos votos oficializados, vitória é da oposição 02/03/2011 - 11h54min
Há pouco mais de 20 minutos se encerrou a contagem dos votos daquela que pode ser considerada a mais entravada e complicada eleição presidencial da história do Jockey Club do Paraná.
Como já noticiado aqui no Raia Leve anteriormente, o pleito foi desenvolvido em cima de dois grupos de votantes distintos: os sócios “velhos” e os sócios “novos”. No entanto, antes mesmo da primeira cédula ser entregue aos mesários, e por conseqüência, antes do primeiro voto ser computado, o Judiciário do Estado do Paraná já havia antecipado que, independente do resultado dos votos, o desfecho da eleição estaria sub judice, ou seja, pendente da análise judicial, em virtude de supostas irregularidades envolvendo o grupo de sócios que auferiram seus títulos em período posterior ao ano de 2009.
E com uma noite bastante fria – com direito à garoa – servindo de pano de fundo, o tramite eleitoreiro foi marcado por alguns momentos de tensão, e por uma longa espera pelo anúncio do resultado. Com a votação se estendendo das 10 às 20 horas, os números apurados em cada urna ficaram assim:
Sócios Ouro e Sócios Efetivos ante 2009 (validados pelo judiciário) – 356 votos para a Chapa Consagração (Crésus Camargo/situação) contra 515 votos para a Chapa Credibilidade (Jael Barros/oposição)
Sócios Efetivos pós 2009 (sub judice do judiciário) – 241 votos para a Chapa Consagração (Crésus Camargo/situação) contra 10 votos para a Chapa Credibilidade (Jael Barros/oposição)
Somatória dos votos (incluindo os que estão sub judice) – 597 votos para a Chapa Consagração (Crésus Camargo/situação) contra 525 votos para a Chapa Credibilidade (Jael Barros/oposição)
Trocando em miúdos: a primeira constatação do pleito, perante a posição do judiciário, é que o Jockey Club do Paraná ainda não conhece o sucessor de Roberto Hasemann. E enquanto os juristas responsáveis pelo caso julgarão a validade, ou não, dos votos que estão sub judice, duas medidas podem ser tomadas. Uma delas seria prorrogar o mandato de Roberto Hasemann, o atual presidente. A outra, recorrer a uma intervenção judicial na entidade, com o Estado apontando um responsável para tomar as diretrizes referentes ao JCP enquanto o caso não se solucionar.
por Victor Corrêa |