Um dos mais tradicionais e queridos profissionais do turfe paranaense, o treinador Carlos Pereira Gusso, carinhosamente chamado de “Nenê” por boa parte dos seus companheiros de profissão e proprietários, apresenta no Grande Prêmio Paraná desta tarde o castanho Társio (Fahim), do Stud Luiz do Sol, que para muitos é a principal “carta” dos paranaenses no páreo.
Questionado pela reportagem do Raia Leve sobre as chances do seu pensionista, e sobre as suas impressões sobre o páreo, Nenê não escondeu a grande confiança depositada na atuação do seu pensionista.
“Na última, quando o Társio competiu na preparatória, o mesmo teve um percurso bastante infeliz, sendo que na altura dos 800 finais, após sofrer um prejuízo de um animal que vinha a sua frente, eu cheguei a pensar que ele arremataria entre os últimos. Mas ele ainda reagiu em fez terceiro. Hoje, numa corrida sem adversidades, acredito que ele fará uma grande apresentação. Desta vez ele será conduzido pelo Rodrigo, que vem do Rio de Janeiro e que atravessando ótima fase lá na Gávea, recebeu o convite para vir montar o Társio, aceitando prontamente. Mas mesmo sendo uma característica do jóquei correr entre os ponteiros desde o larga, eu espero que o meu cavalo corra mais acomodado na tarde de hoje”, explicou.
O treinador relatou ainda que seu pensionista, não foi “apertado” nos exercícios para este páreo.
“Uns dez dias depois da última corrida dele, eu deixei o Társio passar a distância do páreo, mas num exercício bastante suave, com muitas reservas. Até porque, as referências que sempre tivemos do Társio, que fará a terceira exibição sob a minha responsabilidade, é que se trata de um animal que não rende bem na corrida, quando na véspera é por demais exigido nos matinais”, arrematou.
por Victor Corrêa