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Setembro | 2009

Luiz Fernando Dannemann contesta o Editorial do Raia Leve
17/09/2009 - 11h23min

Gerson Martins

Luiz Fernando Dannemann

Pronto. Era só o que faltava...

Agora, a diretoria da Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo PSI vem a público, em editorial do dia 16 de setembro (portanto, usando o nome de todos os membros) para tentar justificar a assinatura do famigerado "aditamento" ao contrato CODERE.

Como se tudo o que foi, graciosa e inexplicavelmente, concedido à CODERE pelo atual “presidente” do JCB – ou seja, a terra e o céu também – fosse fruto de erros do passado. Qual...

Fique claro que o “presidente” não perdoou somente a dívida da CODERE. Não foi só isso.

Deu–lhe, de mão beijada, mais, muito mais: perdoou tudo, todos os compromissos e todas as obrigações – passadas, presentes, e futuras! –  assumidas por aquela companhia para com o JCB.

Isso mesmo: O “presidente” empenhou, com uma temerária penada, o futuro do JCB e do turfe do Rio de Janeiro. É só ler o tal "aditamento."

Pobre Associação, defendendo o indefensável, e transformada em sucursal da presidência do JCB sabe–se lá porque... Pobre dos antigos membros fundadores, dos ex–presidentes, daqueles diretores que jamais assinariam um Editorial de tamanha incoerência e despropósito.

Condena o antigo presidente por pouco ter dito sobre o contrato assinado e absolve o atual por nada haver falado sobre o aditivo que assinou.

Absolvem o atual “presidente” pelo fato de ter atirado contra um corpo supostamente já crivado de balas disparadas pelo antigo, mesmo sem refletir sobre a profundidade da atual hemorragia provocada.

O que o atual "presidente" do Jockey Club Brasileiro deveria ter feito era seguir o exemplo de seriedade e coragem do presidente do Jockey Club do Rio Grande do Sul, e denunciar a inadimplência da CODERE, exigindo o pagamento do que ela deve ao clube. E ela deve milhões, e milhões de reais ao JCB!

Isto, sim, seria um papel digno, de um presidente digno das centenárias tradições do JCB.

Não a vergonhosa rendição a que todos nós, sócios do clube, fomos submetidos, pela igualmente vergonhosa decisão.

Se o Jockey Club Brasileiro fosse um órgão da administração direta ou indireta da União, é certo que, a esta altura, seu presidente já estaria sendo processado pelo Ministério Público – pelo escândalo de ter aberto mão, unilateralmente, de créditos e direitos da sociedade que ele administra em nosso nome.

E qualquer juiz do país aceitaria tranquilamente a acusação.

É preciso ficar claro – de uma vez por todas na história desse clube – que seu presidente não é o dono dele! Presidente de clube é apenas o mandatário da vontade soberana dos sócios, representados na Assembléia Geral.

O tal "aditamento" CODERE, em má hora assinado pelo atual presidente do JCB – sem consultar ninguém – não é apenas nulo de pleno direito. Ele é o exemplo final do nível de descalabro a que pode chegar uma administração.

O que o atual “presidente” do JCB fez é grave, muito grave! Em nada se corresponde com UNIÃO, RESPEITO ou VERDADE.

Antes que coisas, ainda mais graves, aconteçam, talvez seja a hora de dizer a ele, o mesmo que o Parlamento Inglês teve que dizer ao primeiro–ministro Chamberlain, em 1940: "Por favor, vá!"

Chega de tantos erros de avaliação, chega de tanta patológica vaidade, chega de tanta irresponsabilidade para com o patrimônio do Jockey Club Brasileiro.

"Por favor, vá!"

por Luiz Fernando Dannemann



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