Opiniões divididas. Não há maneira mais sucinta de definir como se encontra a comunidade
turfística brasileira após a nomeação final dos indicados do Jockey Club de São Paulo para o
XXV GP Gran Premio Asociación Latinoamericana de Jockeys Clubes e Hipódromos (gr.I), que será
realizado no próximo dia 14 de março, em Cidade Jardim.
Com Negro da Gaita,
Quadriball e Quick Road na composição do trio que representará o turfe paulista na
prova, acabaram ficando de fora alguns nomes como os de Top Hat e Sorrentino. Este
último chegou inclusive a ser examinado e testado clinicamente por profissionais vinculados
ao JCSP nas vésperas da decisão final, e, mesmo assim, acabou “sobrando” quando da nomeação
definitiva.
Em declaração concedida ao Raia Leve, José Cid Campelo Filho, um dos
proprietários de Sorrentino, revelou sua posição perante a não seleção do seu defensor pelo
JCSP, para a disputa do "Latinoamericano".
“O sentimento que fica tem
uma ponta de indignação, principalmente pela nossa atitude democrática e transparente perante
o JCSP. No sábado, permitimos a realização de diversos tipos de exames e testes, alguns deles
até mesmo invasivos, com o nosso cavalo, para checar as suas reais condições físicas. E o que
mais me espanta é que a reação dos representantes do JCSP que aqui estiveram foi, se não de
puro positivismo, de no mínimo plena constatação do normal e sadio estado atlético no qual se
encontra o Sorrentino. Em termos de campanha e nível técnico, creio que ele só fica atrás do
Quick Road dentre todos os que ali concorriam por vagas através de São Paulo. Agora, o que
nos resta é aguardar uma explicação por parte do JCSP, explanando sobre quais critérios foram
feitas as escolhas”, concluiu Campelo.
por Victor
Corrêa