JCSP considera Negro da Gaita carioca 09/02/2009 - 20h20min
Na última semana, a Comissão de Corridas do JCSP decidiu não cogitar o potro Negro da
Gaita, ganhador do GP Derby Paulista (Gr.I) e segundo no Gran Premio Carlos Pellegrini
(Gr. I), como um de seus possíveis representantes para o Gran Premio Latinoamericano de
Jockeys Clubs (gr.I), a ser corrido no no dia 14 de março em Cidade Jardim.
Segundo o
titular da Coudelaria Jéssica, Luiz Fernando Dannemann, a resolução interna do órgão
descartou a indicação de um "animal carioca" para o evento de confraternização do
turfe sulamericano.
"É verdade. Com isso, o Brasil abdicará de ter um
representante de seu nível por conta de bairrismos. E olha que ele é gaucho de
nascimento e criação e tem sua grande vitória na grama de lá. Que eu saiba o JCB não
cogitou de sua indicação ainda, o que, a meu ver, é uma decisão tão grave quanto colocar
potros para correr às 14h15. Aparentemente, o turfe brasileiro é refém de pessoas sem visão e
de revanchismo – dessa vez contra uma menina", acredita Dannemann.
O JCB já havia
determinado, no entanto, que seus representantes seriam selecionados a partir da prova
corrida sábado em Cidade Jardim onde Hot Six e Flymetothemoon ganharam o direito
anteriormente expresso e previsto. Prova em que Negro da Gaita não foi inscrito.
O
cavalo Duplex não participou da seletiva paulista em 1982 para o citado grande clássico do
turfe sulamericano. O JCSP indicou, então, a parelha Clackson e Del Garbo, os dois
primeiros da citada seletiva. Como o JCB estava sem cavalos com condições de representá–lo e
nem seletiva realizou, acabou indicando o craque que veio a ganhar o Latinoamericano em
março, na grama de San Isidro. Duplex jamais havia corrido e jamais viria a correr em pistas
cariocas.
"O Dulcino Guignoni me disse que o Negro da Gaita é o melhor animal que
ele já treinou. O que ganharemos com a ausência de uma animal desta qualidade?, eu me
pergunto. Para mim, o que está em jogo aqui é o espetáculo e o nome do nosso país. Essa
decisão é ruim para a pedra única, para as apostas, mas principalmente para a imagem do turfe
brasileiro", friza o proprietário do ótimo potro.
por
Débora Almeida |