OIE
finaliza relatório do caso de mormo em SP 30/01/2009 - 20h21min
A região sudeste está oficialmente livre
do Mormo (Glanders). A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) publicou o relatório final
do Brasil sobre o caso de Mormo no Estado de São Paulo na última segunda–feira, dia 26. O
documento, que foi enviado pelo Ministério da Agricultura brasileiro no dia anterior, informa
que o país tomou todos os procedimentos legais e médicos veterinários necessários para
analisar e conter o primeiro caso de mormo no sudeste em 60 anos.
Segundo o relatório
disponível no site da OIE, a autoridade veterinária do estado de São Paulo realizou um
completo inquérito epidemiológico e tomou as providências necessárias desde o diagnóstico do
animal infectado (exames, reportação do caso, cremação e procedimento de despacho adequado
aos restos mortais) até o fim do caso.
As autoridades brasileiras realizaram exames
nos 175 animais alojados no raio de 15km do local aonde o infectado vivia. O documento afirma
que dois destes animais tiveram resultados positivos para exames de "fixação de
complemento" e negativos a dois testes consecutivos maleína.
O Relatório Final
alega ainda que "Entre setembro e dezembro de 2008, cerca de 26.400 exames sorológicos
para mormo foram realizados no Estado de São Paulo, no âmbito da circulação e restrições
agrícolas eventos; todos os testes foram negativos."
Com isto, a OIE encerrou o
relatório sobre o caso de mormo em São Paulo. De acordo com o documento postado no site:
" O evento está resolvido. Não será mais necessária reportações sobre o
caso."
Relembre o caso:
No inicio de setembro,
um cavalo mestiço foi diagnosticado com a doença no dia 5 de setembro em Santo André, São
Paulo. O Ministério da Agricultura reportou o caso a Organização Mundial de Saúde Animal
(OIE) dois dias depois. O trânsito internacional de eqüinos foi proibido quase que
imediatamente, o que gerou um grande prejuízo para os proprietários e criadores de
PSIs.
O mestiço foi diagnosticado com mormo (Glanders) no dia 5 de setembro em Santo
André, São Paulo. O Ministério da Agricultura reportou o caso a Organização Mundial de Saúde
Animal (OIE) dois dias depois. O trânsito internacional de eqüinos foi proibido quase que
imediatamente, o que gerou um grande prejuízo para os proprietários e
criadores.
por Débora Almeida |