Jockey em
tempos de economia
O Jockey Club Brasileiro passou a faca no lanchinho
diário de 15 funcionários. Em tempos de crise mundial, a providência, publicada ontem na
coluna Gente Boa, fez parte de um pacote de medidas para economizar e cortar custos. Segundo
o clube, o corte do pão com manteiga não se trata de economia, mas de bom senso. Seria
injusto pagar o lanche de 15 empregados e deixar outros 635 a ver navios.
Depois de
assumir a presidência, em junho do ano passado, Luis Eduardo Costa Carvalho, reestruturou
parte das finanças do clube. Dos 5.700 sócios, 60 fizeram um abaixo assinado solicitando
respostas para 23 perguntas que envolviam as decisões tomadas pelo novo presidente. Além do
corte do lanchinho dos funcionários, eles quiseram saber o motivo da demissão de 42
seguranças e de mudanças no atendimento médico.
Sobre a extinção do departamento
médico no Centro, o presidente esclareceu que custava R$ 17 mil por mês. Era utilizado por
funcionários e 3 dos sócios. O atendimento dos empregados foi transferido para o
Hipódromo e foi feito um convênio com um serviço de ambulâncias para caso algum sócio
necessite de socorro médico.
Para economizar com a folha de pagamento de
seguranças, o clube fechou alguns dos 28 acessos à rua. O da Avenida Bartolomeu Mitre passou
a funcionar só nos dias de corrida. Abre meia hora antes do início e fecha logo após o
evento.
Transcrito do Jornal O Globo
Rio – Jacqueline
Costa