Estava correto o treinador Luiz Esteves. Em entrevista ao RAIA LEVE, no início da semana, assegurou que Atlas Mountain e Kraps iriam disputar o Clássico Ernani de Freitas (L.) com muitas possibilidades. “Confio mais em Atlas Mountain”, disse, taxativo.
Nos 200 metros finais, quando surgiu de modo avassalador para dominar a prova mais importante da reunião de domingo na Gávea, Atlas Mountain justificou plenamente a expectativa do treinador. Atropelando aberto, com muito desembaraço, comprovou ser dos melhores valores da geração.
Filho de Dodge e Daniela Brown (Critique), de criação do Haras Xará e propriedade do Stud Eternamente Rio, Atlas Mountain alcançou a sua terceira vitória, em nove apresentações. Havia experimentado a grama somente no GP ABCPCC (Grupo I), em 25 de junho, decepcionando – não custa lembrar que largou da baliza 18. A performance foi considerada anormal por seus responsáveis, que esperavam boa adaptação à raia.
Atlas Mountain retornou em 31 de julho ganhando por nove corpos o GP Costa Ferraz (Grupo III), sobre Nomoretaxes, na areia, causando forte impressão. Depois, em 21 de agosto, fracassou na Prova Especial Jockey Club de Campos (1.500 metros, areia), dominada por Golden Mountain, fechando o lote com leve claudicação.
Recuperado, no Clássico Ernani de Freitas pôde exibir todo o seu potencial, revelando com clareza que também corre de verdade na pista de grama. Mantido por Dalto Duarte entre os últimos colocados (entrou na reta à frente de três ou quatro adversários), correspondeu plenamente quando acionado. Derrotou London Eye, ganhador de uma prova de claiming, que mostrou interessante evolução – assumiu o comando das ações na altura dos 800 metros.
Priz D’Or, vindo de longe, terminou em terceiro, à frente do favorito Nicolalau, algo embaraçado durante o percurso. Muchacho Guapo e Kraps (corria último) empataram no quinto lugar. O tempo da carreira, 1min35s7/10, revelou o acerto da Comissão de Corridas ao liberar a grama (penetrômetro 105/114) para a realização da prova.
da Redação