Esperava que algum leitor antecipasse uma opinião antes que me expressasse, até para dirimir as
dúvidas que surgiram sobre a matéria ao lê–la. Jornal do Turfe – Hipódromos: Ciclo da Mutação, de autoria do Sr.
Luiz Renato Ribas.
É evidente que se trata de uma sugestão infeliz, por ter generalizado uma situação
extrema. Concordo que áreas não utilizadas devam ter melhor destinação, que seu aproveitamento efetive–se
totalmente em benefício da instituição, mas estimular os presidentes para vender aquilo que não lhes pertence e,
por certo, nada fizeram para construí–las, parece–me uma solução imediatista de saneamento financeiro imprópria,
ou pior como enfatiza o colunista, podendo ser até o próprio terreno onde se localiza o hipódromo. As alegações
que: o turfe não sobrevive de passado; esses lugares destinam–se somente aos primitivos equus caballus, entre
outras sandices, são por demais aviltantes para aqueles que convivem com o turfe fora dos guichês de
apostas.
Devemos expurgar sugestões mirabolantes copiadas de modelos descompromissados com a atual
estrutura do nosso turfe. Lembro que as atividades em torno do cavalo de corrida, são comprovadamente
agro–negócios, de grande expressão econômica, acharmos um ponto de equilíbrio entre a produção – criação de
cavalos – praticada por empresários do setor agropecuário, que tem uma realidade totalmente diferenciada da
esportiva – corridas de cavalos – voltada a proprietários, profissionais e apostadores, é uma das metas do plano
emergencial de apoio ao turfe.
Estamos trabalhando na obtenção de linha de crédito agrícola para que
criadores e proprietários de cavalos de corrida tenham as mesmas condições já existentes para outros pecuaristas,
pois, na verdade, praticamos uma atividade agropecuária e não um simples hobby. Para isso acontecer, precisamos
alinhar normas regidas em conjunto com o Ministério da Agricultura para definirem novas metodologias de parceria
administrativa, demonstrando o real potencial da atividade em seu conjunto.
Durante a leitura vieram
vários “flash–backs” de momentos, não só próprios, mas relatados por vários turfistas, bem como,
semanalmente, pelos colunistas do site: Francisco Portinho, Escorial e Milton Lodi, trazendo–nos belas lembranças
e estímulos necessários para que continuemos a compartilhar idéias em prol de um turfe renovado, mas
principalmente, sem esquecermos dos acontecimentos registrados em nossa história e das pessoas que por ela
passaram.
“Poderão arrancar todas as flores, mas não conseguirão acabar com a primavera” (Lino J.
Somavilla)