Quando a empresa HAPSA (Hipódromo Argentino de Palermo S.A.) conseguiu assumir o controle do tradicional
hipódromo argentino, obtendo a concessão para explorar as famosas slots–machines, ou maquininhas, o turfe
argentino deu um salto de qualidade e, como a própria Phoenix, ressurgiu das cinzas para virar a maior potência
sul–americana. Como o governo argentino tem um fundo para a reparação do turfe e San Isidro, comandado pelo Jockey
Club, poderia ficar muito distante do "concorrente", existe uma paridade de prêmios entre os dois
principais clubes promotores de corridas da Argentina.
Depois de longo tempo fechado, com seu patrimônio
ameaçado, o Hipódromo de Maroñas foi reativado, sob o controle da Hípica Rioplatense, que reformou o hipódromo,
construiu mais cocheiras e atraiu criadores, proprietários e turfistas. Alí, assim como na Argentina, as famosas
maquininhas tiveram participação fundamental para o ressurgimento do turfe, hoje próspero, com promoções, festas e
prêmios dignos, atraindo muitos profissionais gaúchos (jóqueis e treinadores) além de importantes criadores do Rio
Grande do Sul e do Paraná.
Esta semana, sempre buscando fórmulas para atrair novos apostadores (nas
slots), foi lançada uma promoção que levou o nome de Mr.Win, um simpático bonequinho dourado que pode aparecer, a
qualquer momento, em uma das máquinas eletrônicas. Se isso acontecer, quem estiver "pilotando" a
maquininha poderá ganhar TVs, Home Theatre, MP3, MP4, DVD e outros prêmios. A freqüência aumentou nas lojas e todo
mundo sai feliz.
Num país de Megas Senas, Lotos, Timenanias, Super Senas, etc...etc...estão discutindo
se uma empresa que poderia salvar o turfe pode ou não controlar um simulcasting internacional. Precisamos
urgentemente de um Mr.Win. Alíás um só não, um time inteiro deles.
por Marco
Aurélio Ribeiro