Agora terminaram as crônicas, foram embora
os “maestros”, os “reitores” e todos os personagens dessa história das eleições 2008 no JCB.
Obrigada
à Associação pelo estágio e à redação do Raia Leve pelo espaço e pela oportunidade. Foram embora
os detalhes, mas fica a causa, se justa ou não justa, só o tempo poderá dizer, pois Deus é o único dono da
verdade, é a exceção da regra que diz que todas as regras possuem uma exceção.
O Jockey Club Brasileiro
de antigamente, era apenas (por mais que fosse) um “ponto de fuga” um enorme parque de diversões, uma disputa de
cacife, a realização de um prazer pessoal, fosse vaidade ou qualquer outro adjetivo. Aliás, todas as “doações” em
torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, tiveram o objetivo de transformar a área em um grande “Resort”, para que a
urbanização seguisse aquele caminho. O Jockey, a Hípica, o Caiçaras, o Piraquê, o Monte Líbano, e outros, foram
produtos dessa idéia.
Hoje, o “parque”, para quase todos... já acabou. O que era no início apenas um
clube, se transformou no clube e na indústria do PSI. O Lineu, da envergadura e do brilhantismo da farda que
outrora luzia, entre Tibetanos e Lucarnos, agora precisa povoar as cocheiras do seu Centro de Treinamento com
importantes cavalos, o Itajara virou vale, e as glórias do passado, instalada nos álbuns. O Santa Ana necessita a
bom preço leiloar seus Falcon Jets, o Haras das Estrelas há muito tempo não veste de prateado a sua valorosa
constelação, e até o Araras, que jamais permitiria uma Rasharkin na minha farda, até torce por isso para completar
seu budget: é a indústria do PSI. Não se iludam pensando que Luis Felipe irá eternamente freqüentar os leilões
como comprador.
A tese da minha causa é saber como conciliar o título do Jockey com as ações da
companhia, como exercer os dois mandatos sem uma relação efetiva na administração do clube. Esse Jockey Club
Brasileiro aqui, não comporta Democratas e Republicanos, devia ser gerido por um rodízio de Presidentes e os
sócios, talvez, nem soubessem quem estivesse à frente em um determinado momento. Mandatos rápidos sem qualquer
tipo de vitrine. Como se o Presidente em exercício desse a sua cota de “sacrifício”, torcendo para outro,
rapidamente, ocupar o seu lugar.
A única realidade em vista, é que a indústria do PSI cresce... e que
muitos hipódromos hão de lutar por ela, em muitos continentes. O da Gávea, não estando à altura dessa indústria,
ficará para trás, mesmo sendo o quadro social composto de alguns desses empresários do turfe. É uma situação muito
delicada, mas altamente verdadeira. Está muito perto dos empresários transferirem a “sede” dos seus negócios, e na
situação apenas de sócios de um clube híbrido, pleitear seu parque aquático, fazendo retornar o clube ao seu
passado de diversão, não mais na condição de vendedor de pules, mas como fornecedor de toalhas.
Isso sem
qualquer represália, isso como uma condição natural imputada por uma realidade que se abastece da eminente
oportunidade. Os que não se encantam pelas águas, talvez até liquidem o título para outros banhistas, e assim o
Jockey migrará para outras profundezas. Só faltará aos sócios do turfe comprar (por absoluta ironia) o terreno do
antigo malfadado “Wet and Wild”, na Barra da Tijuca, para construir um hipódromo...
Nesse dia, eu
brincaria de ser Republicana e você fingiria que era Democrata!