Uma antiga reivindicação de proprietários e profissionais do turfe está
sendo atendida pela diretoria do Jockey Club de São Paulo. Desde 6 de dezembro a grama do Hipódromo
Paulistano vem sendo totalmente reformada, embora seu fechamento integral tenha ocorrido apenas neste mês de
janeiro.
Segundo o diretor–geral de turfe, Alessandro Arcangeli, a reabertura da pista irá acontecer
nas corridas do dia 11 de fevereiro. Para o público, nem sempre é possível assimilar a mudança, a não ser pelo
fato de a grama estar mais verde e viçosa. Mas a transformação na base da pista é radical. Nenhuma intervenção
parecida foi realizada nos últimos 20 anos. São 80 mil metros quadrados de área – equivalente a oito hectares –
que estão sendo manipulados pelo pessoal da divisão motomecanizada do Jockey Club de São Paulo, com o apoio da
serralheria, carpintaria e outros setores. O grupo vem trabalhando duro para cumprir o prazo da reforma com o
padrão de qualidade exigido pela diretoria e pelo consultor argentino Daniel Tapias, especializado em pistas de
corridas de cavalos e campos de golfe, pólo e futebol.
Gramado mais
resistente
Em toda a sua extensão de dois quilômetros de volta fechada, mais os dois
prolongamentos de reta, estão sendo plantadas diversas gramíneas como kikuio, coast cross,
grama seda e jiggs. Esse consorciamento, segundo o coordenador do hipódromo, o agrônomo Paulo
Nania, vai resultar num gramado mais resistente ao pisoteio e ao mesmo tempo macio para os animais, tornando ainda
o terreno menos escorregadio. O diretor geral de turfe, Alessandro Arcangeli, destaca o fato da “reforma garantir
a grama em bom estado o ano inteiro e ser um investimento para o bem–estar e saúde de nossos cavalos”.
Com
o uso de maquinário especializado, os funcionários fazem o nivelamento, adubação e a drenagem do solo. Um dos
principais pontos da reforma, já realizado em locais mais críticos como nas duas curvas, foi o rebaixamento e
nivelamento da raia junto às cercas, tanto interna como externa.
O mesmo nivelamento vem sendo feito
na passagem dos 1.800 metros e na entrada de animais do padoque. Uma das máquinas utilizada é a holandesa Vert
Drain, que estava encostada à espera de conserto, o que foi providenciado pela atual diretoria.
Junto à
obra da raia de grama, foi desativado o local conhecido como “padoquinho”, próximo à curva da Vila Hípica, que não
apresentava condições de segurança e sanidade. Paralelo à medida, a diretoria do Jockey Club providenciou o
alargamento em dois metros da passagem situada entre a reta oposta e a marginal Pinheiros – uma antiga
reivindicação dos treinadores tendo em vista a melhoria do trânsito de animais da Vila Hípica até o
padoque.
Melhoria também na areia
A pista de areia também foi contemplada com
melhorias. Para começar, toda a areia da Chácara do Jockey foi transferida para Cidade Jardim assim que o centro
no bairro do Ferreira foi fechado para treinamento e passou a ser usado como um local de importante arrecadação
para o clube.
Com algumas pequenas obras, mais o uso de equipamentos como o pranchão (nivela o pisoteio dos
cavalos), conseguiu–se conter o escape de areia da pista. Tal fato colaborava para o surgimento de bolsões na
grama, conhecidos no jargão do turfe como “panelas”, que criavam perigosos desníveis tanto para jóqueis como para
os animais.
Assim que for concluída a reforma, terá início a pintura das cercas das duas raias, trabalho
que estará pronto antes da disputa do GP São Paulo (G.1), marcado para o dia 20 de
maio.
fonte: Jockey Club de São Paulo