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Janeiro | 2006

São Paulo: grama reabre em 11 de fevereiro
24/01/2006 - 17h13min

divulgação/JCSP

Reforma na grama de Cidade Jardim


Uma antiga reivindicação de proprietários e profissionais do turfe está sendo atendida pela diretoria do Jockey Club de São Paulo. Desde 6 de dezembro a grama do Hipódromo Paulistano vem sendo totalmente reformada, embora seu fechamento integral tenha ocorrido apenas neste mês de janeiro.
 
Segundo o diretor–geral de turfe, Alessandro Arcangeli, a reabertura da pista irá acontecer nas corridas do dia 11 de fevereiro. Para o público, nem sempre é possível assimilar a mudança, a não ser pelo fato de a grama estar mais verde e viçosa. Mas a transformação na base da pista é radical. Nenhuma intervenção parecida foi realizada nos últimos 20 anos. São 80 mil metros quadrados de área – equivalente a oito hectares –  que estão sendo manipulados pelo pessoal da divisão motomecanizada do Jockey Club de São Paulo, com o apoio da serralheria, carpintaria e outros setores. O grupo vem trabalhando duro para cumprir o prazo da reforma com o padrão de qualidade exigido pela diretoria e pelo consultor argentino Daniel Tapias, especializado em pistas de corridas de cavalos e campos de golfe, pólo e futebol.

Gramado mais resistente

Em toda a sua extensão de dois quilômetros de volta fechada, mais os dois prolongamentos de reta, estão sendo plantadas diversas gramíneas como kikuio, coast cross, grama seda e jiggs. Esse consorciamento, segundo o coordenador do hipódromo, o agrônomo Paulo Nania, vai resultar num gramado mais resistente ao pisoteio e ao mesmo tempo macio para os animais, tornando ainda o terreno menos escorregadio. O diretor geral de turfe, Alessandro Arcangeli, destaca o fato da “reforma garantir a grama em bom estado o ano inteiro e ser um investimento para o bem–estar e saúde de nossos cavalos”.

Com o uso de maquinário especializado, os funcionários fazem o nivelamento, adubação e a drenagem do solo. Um dos principais pontos da reforma, já realizado em locais mais críticos como nas duas curvas, foi o rebaixamento e nivelamento da raia junto às cercas, tanto interna como externa.
 
O mesmo nivelamento vem sendo feito na passagem dos 1.800 metros e na entrada de animais do padoque. Uma das máquinas utilizada é a holandesa Vert Drain, que estava encostada à espera de conserto, o que foi providenciado pela atual diretoria.

Junto à obra da raia de grama, foi desativado o local conhecido como “padoquinho”, próximo à curva da Vila Hípica, que não apresentava condições de segurança e sanidade. Paralelo à medida, a diretoria do Jockey Club providenciou o alargamento em dois metros da passagem situada entre a reta oposta e a marginal Pinheiros – uma antiga reivindicação dos treinadores tendo em vista a melhoria do trânsito de animais da Vila Hípica até o padoque.

Melhoria também na areia

A pista de areia também foi contemplada com melhorias. Para começar, toda a areia da Chácara do Jockey foi transferida para Cidade Jardim assim que o centro no bairro do Ferreira foi fechado para treinamento e passou a ser usado como um local de importante arrecadação para o clube.

Com algumas pequenas obras, mais o uso de equipamentos como o pranchão (nivela o pisoteio dos cavalos), conseguiu–se conter o escape de areia da pista. Tal fato colaborava para o surgimento de bolsões na grama, conhecidos no jargão do turfe como “panelas”, que criavam perigosos desníveis tanto para jóqueis como para os animais.

Assim que for concluída a reforma, terá início a pintura das cercas das duas raias, trabalho que estará pronto antes da disputa do GP São Paulo (G.1), marcado para o dia 20 de maio.

fonte: Jockey Club de São Paulo



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