O Jockey Club Brasileiro voltou atrás na decisão de negar ao Haras Santa Maria de Araras a
realização do exame de DNA da potranca Rubia del Rio, segunda colocada no Clássico Imprensa (L.), disputado no dia
21 de julho, cuja urina apresentou a presença do antiinflamatório quetoprofeno.
Ontem pela manhã, a
veterinária Bianca Cascardo, responsável, no Rio de Janeiro, pelos corredores do empresário Julio Bozano, foi
informada que o JCB não liberaria o material necessário para a verificação do DNA, pois considerava que os
procedimentos do Serviço Antidoping obedeceram aos passos previstos no Código Nacional de
Corridas.
Entretanto, hoje, após novos entendimentos entre as partes, o JCB retrocedeu e resolveu
atender ao pleito da coudelaria, uma das mais importantes do turfe brasileiro, com projeção internacional. Há
poucos dias, a entidade não atendeu solicitação idêntica do titular do Stud Cariri do Recife, Carlos Alberto Rego
Barros, que teve a potranca (Like A Thunder) desclassificada, por uso da mesma medicação, de acordo com o exame
antidoping.
A contraprova de Rubia del Rio foi realizada hoje, com resultado positivo. A potranca será
trazida de Teresópolis amanhã cedo para ser efetuada a coleta de pêlos da sua crina. A amostra da urina fracionada
durante a contraprova e os pêlos serão enviados ao Laboratório Geanealógica, localizado em Belo Horizonte, o mesmo
ao qual o JCB recorreu no “Caso Misque”.
por Zig