Mais dois casos de doping agitam o
turfe carioca, desta vez envolvendo os treinadores José Antonio Lopes e Roberto Morgado Júnior.
Acusaram
uso de medicação proibida os exames do cavalo Chilavert, do Stud M.E., ganhador do sexto páreo do último dia 20,
pensionista de Lopes, e da potranca Rubia del Rio, do Haras Santa Maria de Araras, segunda colocada no Clássico
Imprensa, disputado no dia seguinte, apresentada por Bebeto.
No material de Chilavert foi constatada a
presença de cafeína; no de Rubia del Rio, quetoprofeno, substâncias encontradas, recente e respectivamente, nos
exames de Like A Thunder e Senhor Extra.
No caso de Like A Thunder, o treinador Almiro Paim Filho foi
suspenso e o JCB negou ao proprietário Carlos Alberto Rego Barros, titular do Stud Cariri do Recife, a solicitação
para que fossem realizados novos exames, de DNA e laboratoriais. Quanto a Senhor Extra, Marcos Ferreira escapou da
punição, por decisão da Comissão de Corridas, que entendeu falha nos procedimentos, dada a ausência da assinatura
do veterinário responsável (do clube) no lacre do frasco que continha a amostra para a contraprova, em desacordo
com o previsto na alínea “c” do artigo 170 do Código Nacional de Corridas.
No CT do Haras Santa Maria de
Araras predomina o inconformismo. “Não usamos qualquer medicamento que contenha quetoprofeno na fórmula e há
pouco a veterinária Bianca Cascardo teve negado o pedido de exame de DNA”, informou Roberto Morgado Neto, o
Betinho, também treinador e filho de Bebeto. Igual sentimento demonstra José Antonio Lopes. “Só pode haver engano.
Vamos aguardar a contraprova”, diz.
da Redação