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Maio | 2007
Henrique Oliva fala sobre aventura e sonho 17/05/2007 - 19h32min
Henrique Oliva Neto, ex–presidente da Comissão de Corridas do Jockey Club do Paraná, participante ativo como conselheiro da atual gestão, é “manager” do Stud Alegretense (família Carlesso), que terá suas sedas representadas pelo potro Peito Aberto, no Grande Prêmio Juliano Martins (G.I), neste domingo, em Cidade Jardim.
Abaixo, Henrique analisa as possibilidades do potro, além de relatar a interessante história que envolve este filho de Romarin.
– Peito Aberto foi adquirido com o intuito inicial de ser preparado para correr provas na cancha reta, mais especificamente, o Turfe Paranaense deste ano. Porém, durante a preparação para este tipo de competição, o potro se desgastou muito, além de não assinalar as marcas necessárias para participar de uma penca. Porém, quando começou a ser trabalhado pelas curvas, visando sua campanha no prado, foi detectado que ele não era ligeiro o suficiente para uma prova de cancha reta, mas era ligeiro e muito para um animal de prado. Só que essa constatação não se tornou motivo de alegria, pois nos treinamentos, agora em distâncias maiores, o potro saía feito um leão, mas chegava caindo aos pedaços. Um exemplo, foi quando Peito Aberto passou os 1.200 metros no Hipódromo do Tarumã em 76 segundos, com parciais de 35 segundos para os primeiros 600 metros, e sofríveis 41 segundos para a metade final do percurso. Porém, com muita dedicação da equipe encabeçada por Ivo Oliveira, o potro começou a se amansar, trabalhar com mais serenidade. Em três atuações no Hipódromo do Tarumã, Peito Aberto conquistou três segundos lugares, que, naquele momento, não tinham expressão nenhuma. Entretanto, algum tempo depois, quando seus carrascos nas três oportunidades brilharam veementemente em Cidade Jardim – sendo que a potranca que o bateu na terceira apresentação é a na areia em São Paulo – as pessoas passaram a enxergar algo de especial no Peito Aberto. E antes de seus carrascos vingarem, Peito Aberto deu às caras por sua própria conta, quando nos aventuramos no Hipódromo do Cristal, na Copa Velocidade A.B.C.P.C.C. de Potros (G.III). Saímos daqui com um trabalho excelente, que apontara o amadurecimento de nosso potro, que passou 1.200 metros em 75”1, com 37”4 nos primeiros 600 metros, e nos derradeiros 600 metros, 37”7. Depositávamos tanta fé no animal, que foi paga uma penalidade no valor de R$ 6.000,00, para que o mesmo pudesse competir na Copa, pois ele não havia sido pré–inscrito. Após o triunfo no extremo sul, mentalizamos como sua próxima atuação, o Grande Prêmio Juliano Martins (G.I). Mas estrear em Cidade Jardim, diretamente numa prova dessas, sem ao menos ter vencido o perdedor no Tarumã, parece muita pretensão, não é? Pois bem, o sonho é a essência do turfe. Se não tivéssemos à capacidade de sonhar, não teríamos entrado nessa brincadeira. Peito Aberto segue para a distância da milha na grama, onde seus mais notáveis irmãos alcançaram sucesso. Foi assim com Bandido Secreto, O Dragão, Ultinov, Nelore Porã. E este último, por sinal, fora o último colocado numa das seletivas da edição do Turfe Paranaense 2005. Fracassou na reta, se consagrou nos hipódromos... Isso lembra algo? Coincidências (ou não) à parte, nosso pupilo segue levado com muito esmero, num trabalho verdadeiramente de equipe. Em seu último trabalho na milha, assinalou em 105s, com 53s para os primeiros 800 e 52s para os 800 metros finais, tornando notório seu total amadurecimento, que o permite hoje, competir numa corrida, seja atuando de alcance, seja entre os ponteiros, enfim, em, qualquer posição durante o percurso de uma prova. E no último sábado, em seu apronto em 800 metros, Peito Aberto assinalou 48”5 para os 800 metros. Competiremos respeitando nossos adversários, e que vença o melhor! E claro, desejamos ao Jockey Club de São Paulo, total sucesso na realização da festa máxima do turfe paulista.
por Victor Corrêa |

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