Assumi há precisamente um ano a Presidência do Jockey Club de Pernambuco, cargo que ocupei, por
cinco anos, nas décadas de 70 e
80.
 
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Conseguimos recuperar o patrimônio do Clube e, ao mesmo tempo, realizar programações com lisura e sem
problemas que as afetem. Entretanto, as dificuldades são intensas, pois praticamente estamos isolados, desde que o
coirmão cearense passou a realizar corridas esporádicas, o que se tornou danoso para as nossas
atividades.
Estive lendo, no RAIA LEVE, comentários sobre a estagnação dos movimentos das apostas em São
Paulo e no Rio de Janeiro, o que representa a realidade das atividades turfísticas em todo o
país.
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Infelizmente, o romantismo continua a prevalecer. Os responsáveis pelo turfe nacional não entenderam
o significado exato de globalização e, sobretudo, a concorrência das casas de bingo, loterias on–line
etc.
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Por outro lado, a criação de agências credenciadas, na realidade, é interessante, porém, os bookmakers são
os que vêm ganhando com a situação vigente, ficando, sem custos, com a fatia maior do bolo das
apostas.
O nosso Jockey Club tem agências do JCB e do JCSP e se depara com dificuldades, concorrendo
com lojas clandestinas que oferecem comissões sobre os prêmios, além de colocarem máquinas e outros jogos à
disposição dos
freqüentadores.
 
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Talvez, o maior problema seja o sinal aberto. Qualquer cidadão pode bancar, quando o
sistema deveria ser no modelo da TV fechada, possibilitando que somente as agencias recebessem o sinal,
livrando–se assim dos predadores.
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Não entendo como os dirigentes dos dois maiores centros de corridas do Brasil não atentaram
para o problema. Afirmo que o movimento em todo o país das agências clandestinas é muito maior do que o apurado
pelos
credenciados.
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Já não temos divulgação. Com os problemas existentes, se as providências não forem
adotadas em conjunto, qual será o destino do turfe nacional?
Enquanto nossa criação alcança patamares
elevados, sobressaindo–se nas pistas do exterior, os dirigentes ainda pensam com paixão, sem a profissionalização
tão necessária para a retomada do crescimento.
José Joaquim Pinto de Azevedo,
presidente do Jockey Club de Pernambuco