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Maio | 2007

O alto vôo latino–americano
08/05/2007 - 18h40min

La Nacíon

Bruno Quintana, projetos arrojados

Recentemente, na reunião da Federação de Autoridades Hípicas, realizada em Paris, o dirigente francês Louis Romanet recomendou ao planeta hípico que observasse melhor o que acontece na América do Sul, dona de um turfe de grande potencial.

A realização do GP Latinoamericano de 2008 em Gulfstream Park pode abrir caminho para que, ainda mais, o turfe do Hemisfério Sul seja reconhecido internacionalmente. Não apenas pelos craques que nascem nesta parte do mundo e fazem sucesso, cada vez mais, em todos os cantos da Terra. Bruno Quintana, presidente do Jockey Club Argentino e da Asociación Latinoamericana de Jockeys Club, já tem planos para o futuro da grande carreira, que pode recuperar o prestígio que teve durante os primeiros anos de sua realização. Vamos conferir os principais objetivos do dirigente.

Os acertos para 2008

Bruno Quintana viajará na próxima semana com destino aos Estados Unidos a fim de acertar os últimos detalhes para a realização do GP Latino de 2008, já marcado para o Hipódromo de Gulfstream Park, na Flórida, reunindo 18 competidores, representando Brasil, Argentina, Chile, Peru, Uruguai e Panamá. Serão iniciadas as conversas sobre os detalhes para os translados dos animais, assim como o de profissionais (jóqueis, treinadores e cavalariços). Será discutida, também, a questão sanitária, em função da exigência da quarentena para os corredores estrangeiros que chegam aos Estados Unidos.

Já pensando em 2010

Segundo Bruno Quintana, assim que o Latino de 2008 estiver definitivamente acertado, o projeto passa por realizar o de 2010 em outro grande centro dos Estados Unidos, ou seja, o Hipódromo de Santa Anita, na Califórnia. Seria uma grande vitória do turfe da América do Sul e aproximaria ainda mais os corredores e os profissionais desta parte do continente. Para o dirigente argentino, o vôo poderá ser ainda mais alto, no futuro e outras fronteiras poderão ser superadas.

Qualidade é muito importante

Criado para reunir o que existia de melhor na América Latina, a prova, realmente, teve campos seletos, com os principais corredores dos maiores centros sul–americanos. Por conta do êxodo inevitável dos animais para o exterior, com o passar dos anos o páreo deixou de despertar o mesmo interesse e, quase sempre, tem sido disputado por animais de segundo ou até terceiro escalão. A preocupação maior de Quintana é poder apresentar muita qualidade entre os 18 participantes, para chamar ainda mais a atenção dos americanos.

Simulcasting está abrindo portas

O contrato assinado entre a direção do Hipódromo de San Isidro com a Magna Entertaing Corporation (MEC) para a realização de um simulcasting, surtiu um resultado acima da expectativa. Em todos os hipódromos e lojas de apostas explorados pela MEC, os americanos passaram a ter interesse nas corridas argentinas e as apostas ultrapassam as estimativas. Os americanos já conhecem muito sobre cavalos e jóqueis que atuam em San Isidro e na Flórida, onde existem muitos latinos, o sucesso é grande. A meta de Quintana é levar o sinal das corridas de San Isidro para Las Vegas e depois para o Canadá. E, futuramente, para a Europa.

Dotação pode segurar os melhores

Outra expectativa de Bruno Quintana é a de que a prova possa proporcionar um prêmio elevado, em torno de 300 mil dólares, o que faria pensar os principais proprietários sul–americanos. Tendo em vista uma prova milionária, poderiam não negociar prematuramente seus melhores corredores. É pensando alto que o turfe argentino atingiu o patamar em que se encontra. É líder absoluto na América do Sul e cada vez investe mais. Há anos, importam garanhões de primeira qualidade e buscam, entre si, o entendimento maior para que as corridas continuem atraindo grande público. Proprietários seguem entusiasmados e profissionais de todos os países encaram a Argentina como um Eldorado. O caso mais recente foi o do campeão brasileiro Jorge Ricardo, que hoje brilha em pistas portenhas.

por Marco Aurélio Ribeiro



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