Diretor da ACPCPSI e importante criador (Haras Santa Ana do Rio Grande), José Carlos Fragoso Pires Júnior entregou, ontem, uma carta ao presidente da Comissão de Corridas do JCB, embaixador Paulo Pires do Rio – com cópia para o vice–presidente da mesma CC, Milton Padial –, apresentando sugestões para “proteger” a pista de grama da Gávea.
Eis a íntegra da correspondência:
Rio de Janeiro, 27 de abril de 2007
Ao Sr. Presidente da Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro, Embaixador PAULO PIRES DO RIO
Prezado Senhor,
Venho por meio desta sugerir a V.Sa. algumas medidas para a nossa pista de grama, conforme descrito no texto abaixo:
"Medidas de proteção da pista de grama do Hipódromo Brasileiro (Gávea)";
No sentido de colaborar com V.Sa. e sua diretoria, envio algumas medidas que, adotadas, serão de grande valia na manutenção da nossa pista de grama. É claro, que são medidas que deverão ser adotadas após uma reforma completa na pista, e na drenagem da mesma:
1) Separar, na feitura do programa, 10 páreos de areia e colocá–los no programa de segunda–feira. Com isso, nunca haverá corridas na grama na segunda–feira, fazendo com que a pista de grama descanse 4 dias por semana. Isto parece pouco, mas dá 52 dias por ano ou 208 dias em um mandato de 4 anos.
2) Não chamar jamais, páreos na grama nas 2 semanas que antecedem o G.P. Brasil (Isto aconteceu historicamente até 2002, de lá para cá, a pista de grama passou a ser utilizada até mesmo nas duas semanas que antecedem o G.P. Brasil ) para nenhuma idade, e até mesmo os Clássicos destas 2 semanas, sejam na areia.
3) Voltar a descansar a grama por 4 semanas, as duas últimas de dezembro e as duas primeiras de janeiro, como acontecia historicamente, na qual a pista descansava 6 (seis) semanas por ano (as duas últimas de dezembro, as duas primeiras de janeiro, e as duas que antecediam o G.P. Brasil).
4) Não chamar nenhum páreo de grama para animais de 6 anos e mais. Caso estes desejem correr na grama, que o façam no páreo de 5 anos e mais.
5) Não chamar nenhum páreo de Claiming na grama.
6) Melhorar a manutenção da pista, por pessoas que entendam de grama ( No passado havia um senhor que trabalhou no Gávea Golf Clube e que prestou relevantes serviços a pista de grama).
7) Não chamar páreos de grama para animais de 5 anos perdedores.
8) Ajustar o penetrômetro para 2 medidas anuais, uma no verão e outra no inverno, além de se tirar uma outra medida às 12:00 ou 12:30 horas do dia da corrida, em casos de tempo duvidoso.
9) Tornar obrigatório o CANTER, pelo lado externo da pista de grama,isto é da metade para fora, sendo o jóquei infrator punido com multa ou suspensão. Antigamente, colocava–se uma fileira de cones coloridos, e os jóqueis tinham que fazer o CANTER entre os cones e o lado externo da pista.
10) Estabelecer uma rotina de rega da pista de grama, de acordo com o período de estiagem, e com base na medição do penetrômetro.
11) Colocar iluminação moderna, eficiente e de baixo custo, no prolongamento dos 1000 metros grama, afim de que se possa dar mais flexibilidade na elaboração dos páreos da semana.
Creio, que adotadas estas 11 medidas acima, após uma reforma na nossa pista de grama, e na drenagem da mesma, voltaremos a ter uma raia em condições perfeitas de uso. Temos que lembrar sempre, que grama é uma pista delicada, e se o pisoteio não for restringido para uso apenas de animais com mais classe, nunca teremos uma pista com excelentes condições de uso.
Sem mais, cordiais saudações,
José Carlos Fragoso Pires Júnior