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Preciosidades: Quiproquó, Dona Zélia e a magia do Turfe 14/04/2010 - 10h50min
Quiproquó, o expresso de prata, foi dos grandes corredores brasileiros de todos os tempos. O filho de The Phoenix e Blue Grass (Papyrus) deu belos espetáculos de classe nas pistas carioca e paulista. Sempre preparado por Oswaldo Feijó, dirigido, nos grandes feitos, pelo extraordinário chileno Juan Marchant (como aparece nesta foto), um dos mais perfeitos pilotos que o Brasil viu montar, e defendendo as cores inesquecíveis de Dona Zélia Gonzaga Peixoto de Castro, a branco e estrelas azuis. Dona Zélia, como era carinhosamente conhecida, aparece aí segurando–o depois de um de seus fantásticos sucessos.
Na pista paulista, entre outras provas, venceu os três mil metros do GP São Paulo. Na carioca, em 1953, fez sua a tríplice coroa de forma brilhantíssima sempre tendo um defensor do Stud Seabra na sua escolta. Na milha e meia do GP Cruzeiro do Sul, o Derby, momento maior do festival que o JCB organizou para este final de semana, superou Ravel em emocionante final.
Assim, nada mais oportuno do que esta homenagem ao Quiproquó exatamente nesta semana. Mas também a sua grande proprietária, a turf–woman maior da história de nosso turfe, com também um justíssimo GP de Grupo I, a milha e meia da terceira prova da tríplice coroa de potrancas, a ser corrida neste mesmo domingo do Derby.
Vendo esta foto, a saudade bate naqueles que viveram aqueles grandes momentos quando o nosso turfe era maravilhoso e levava grandes públicos às dependências de nossos hipódromos. Para aqueles que não viram, mas ouviram falar, e muito, esta imagem fica para que conheçam um pouco mais estas duas lendas que, por isso mesmo, jamais serão esquecidas.
da Redação

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