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Na
Argentina, apenas dois agentes de montarias 19/07/2008 - 09h40min
Muito comum nos Estados Unidos e, desde há alguns anos, no
turfe carioca, num trabalho iniciado pelo jornalista Paulo Gama, o agenciamento de montarias também chegou,
recentemente, ao turfe argentino, hoje, destaque absoluto na América do Sul. No momento, são apenas dois agentes
registrados no país, que atuam nos dois principais hipódromos, Palermo e San Isidro. Franco Moris, além de agente,
é cunhado do uruguaio Pablo Falero e Jorge Valdivieso Filho trabalha com o peruano Edwin
Talaverano.
Ambos afirmam que seu principal objetivo é aliviar a vida dos jóqueis, que além da atividade
quase diária, precisam se preocupar com a forma física e dedicar o tempo que sobra às famílias. Para Franco e
Jorge, o primeiro passo é ficar atento às inscrições, separar as montarias de contrato e, depois, literalmente,
“correr” fazendo contato com treinadores e proprietários, buscando as melhores oportunidades.
Falero,
por ordem, tem contrato com os Haras Vacación e Santa Maria de Araras e, Talaverano, com Firmamento, Phillipson
(brasileiro) e El Alfalfar. Depois disso é utilizar o telefone celular e procurar “vender” o agenciado para
aqueles que possuem as melhores inscrições.
Os dois únicos agentes argentinos disseram que antes de
ingressar nesta nova “profissão” buscaram informações com especialistas. Franco Moris, que conhece Falero desde os
14 anos, ainda na cidade uruguaia de Colonia, disse que consultou Alberto Torres, um amigo chileno que, durante
anos, trabalhou com os melhores jóqueis daquele país. Já Jorge Valdivieso Filho pediu conselhos ao treinador
argentino Juan Reviriego, que viveu muitos anos nos Estados Unidos, onde o trabalho dos agentes é
comum.
por Marco Aurélio Ribeiro

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