



Colunista:
Zig e o Raia Leve, por Luiz Edmundo C. Barbosa 10/06/2008 - 16h14min
Lembro–me bem do nosso primeiro telefonema e
do nosso primeiro encontro a respeito da criação do site. Você falava sem parar, entusiasmado com o projeto e,
muito ansioso, seja porque era uma iniciativa pioneira, seja porque já havia falhado a tentativa inicial com o
titular do TNT, por força de restrições impostas pela então Presidência do JCB, que se recusou a fornecer as
imagens de transmissão das corridas, seja pelos custos envolvidos, enfim, em face de todas as dificuldades que a
vida impõe àqueles que querem iniciar algo impensável.
Resolvi, a despeito de algumas resistências, por
motivos diversos, sobretudo dos pessimistas, comprar a briga perante a Diretoria da Associação, e vencemos todos,
após uma longa exposição aos meus pares, onde você, com a capacidade de persuasão que lhe era peculiar, brilhou.
Nunca é demais esclarecer que a ajuda financeira e o apoio do Afonso Burlamaqui, do Mariozinho Moglia, do Júnior
Fragoso Pires, do Júlio Camargo, do PCzinho e do Totão, do Oscar Pacheco Borges, todos companheiros de primeira
hora, foram decisivos para o site que engatinhava. Ainda guardo comigo os e–mails que trocamos com esses abnegados
pleiteando colaboração em todos os sentidos, material e moral, daí porque o site me é muito caro, vale muito mais
do que um simples trocado, não fosse a defesa do turfe, de seus proprietários e criadores algo bem maior e acima
de interesses quaisquer. Afinal, tanto a emoção de uma vitória como a manutenção de um veículo de comunicação
independente, capaz de combater sempre e de lutar em prol do turfe, NÃO TEM PREÇO.
O início foi penoso,
todavia, você rapidamente com o talento e perspicácia inigualáveis, colocou o site no ar e tudo começou a caminhar
com firmeza. As chegadas do Marco Aurélio Ribeiro e do Jair Balla, sem dúvida alguma, consolidaram o RaiaLeve,
proporcionando esse estrondoso sucesso atual, pois que tudo era uma questão de tempo.
A sua relação
perfeita e harmoniosa com Luís Felipe foi o toque final que faltava na sinfonia.
Zig: Fique certo de que
sentiremos muita saudade daquele seu texto ímpar, personalíssimo, de uma concisão perfeita, mas claro e profundo
como só aqueles que tem o domínio absoluto desse nosso idioma lindo, mas tão maltratado hoje em dia, possuem.
Sentiremos, Christina e eu, muita saudade daqueles telefonemas infindáveis, sobretudo no início de tudo.
Não deixe de continuar torcendo pelo nosso tricolor e pelos cavalos do Stud West Point.

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