


Colunista:
Burlamaqui: "Turfe
cresce em todo o mundo" 08/05/2008 - 18h45min
Afonso
Cesar Burlamaqui é advogado de sucesso, sócio do Jockey há 42 anos. Casado com Maria Cristina, tem 3 filhos e os
netinhos Amílcar, Antonio e Luiza.
Pratica judô, gosta de música clássica e artes plásticas. Mas a paixão é
mesmo pelo turfe. Seu bisavô, avô e pai foram todos sócios do JCB, e turfistas de carteirinha.
Afonso
começou a freqüentar o Clube desde que tinha 15 anos. E, aos 19, ganhou o seu primeiro cavalo. Tempos depois,
fundou o Haras Santa Rita da Serra, que abriga seus PSI em Teresópolis e em Tijucas do Sul, no
Paraná.
Tem 50 cavalos competindo nos prados, com vários prêmios no currículo, por exemplo, o
Grande Prêmio Diana.
Burlamaqui é uma figura rara, sócio de todos os clubes de corridas do Brasil,
Argentina e França. Isto e mais cinco outros clubes sociais: Country, Gávea, Hípica, Monte Líbano e Botafogo. Sem
contar o Jockey, o que prova o quanto conhece o turfe e o ambiente “clubístico”, em geral.
No JCB,
freqüenta sempre o Hipódromo e a Sede da Cidade. Tem escritório no edifício do JCB, no sexto andar inteiro. E
também vai ao restaurante e pode ser encontrado com os amigos no sétimo andar, em happy hour e jogo de baralho,
esperando “esfriar” o trânsito.
Tem muitos amigos no JCB. Em todos os segmentos do clube. Sobre o JCB,
ele comenta:
“O JCB não é mais como antigamente. Perdeu o brilho. O Jockey que me dava orgulho era o
clube em que todos os sócios participavam, sem nenhum tipo de contrariedade por essa ou aquela atividade. Agora,
alguns sócios discriminam o turfe e os turfistas porque acham que o turfe dá prejuízos ao clube. E isto é um
enorme engano.”
Ele vai além sobre a falsa impressão de que o turfe traz prejuízos:
“Todo o
patrimônio do JCB foi obtido com as apostas, inclusive o Clube da Lagoa, que absorve receitas e não rende nem para
pagar a conta da água. A Sede do Centro rende aluguéis significativos, a Garagem também. Mas quem mantém o
clube são as corridas. Então, não se justifica que o sócio trate o turfe como vilão e o social como merecedor de
elogios. O social não rende um tostão.”
Além desse preconceito errôneo, Afonso aponta o problema do
descaso com a Sede Centro.
“Todos nós que conhecemos bem a Sede Centro estamos indignados com o péssimo
estado do prédio. Os locatários já fizeram notificação judicial ao JCB, pedindo providências para impedir mais
desastres, como foi a queda de um dos elevadores.”
Afonso volta a enfatizar o valor do segmento
turfe:
Â“É falsa a idéia de que o turfe está decadente no mundo. A atual administração está dizendo isto.
Não é verdade. A Argentina, por exemplo, está passando por uma situação excepcional nesta área, crescendo
anualmente e produzindo animais que são exportados para a África do Sul, Estados Unidos e
Austrália.
Isto gera divisas para o país. O movimento de apostas lá é 5 vezes maior que o nosso. O turfe
na Argentina conta com apoio incondicional das autoridades, principalmente do Ministério da Agricultura. Essas
autoridades dão toda força para melhorar o movimento das apostas, que é a mola básica para o desenvolvimento do
turfe. Lá o turfe tem glamour, é socialmente respeitado. Os próprios criadores são considerados pessoas
importantes para a sociedade e o país.”
Sobre o Jockey de São Paulo ter ultrapassado o Rio em movimento
de apostas, já há 3 semanas, Burlamaqui explica:
“São Paulo tem, há 3 anos, uma administração
extremamente dedicada ao clube e o marketing tem sido muito eficiente.
Aqui no Rio, em 1992, quando o
Sr. Fragoso Pires assumiu o JCB, tínhamos menos da metade do movimento de apostas, comparado a São Paulo. Um ano
depois, em 1993, já conseguimos igualar. E quando a diretoria foi entregue à atual administração, em 2000, o clube
somava um movimento de apostas que era duas vezes e meia maior que em São Paulo.
Depois, a atual
administração não mexeu um dedo neste segmento.”
Afonso fala de Claudio Ramos:
“Claudio tem
todos os elementos necessários para fazer uma excelente administração no JCB, com sucesso em todos os segmentos.
Ele freqüenta o Clube da Lagoa com a família, vai ao Centro, à Garagem e ao Hipódromo. É criador e proprietário de
PSI há muitos anos.
O outro candidato não tem nenhuma afinidade com o JCB, apesar de ter ocupado cargo
de gestão. Ele ocupou, aliás, só para preencher espaço. Apenas por preencher. Nunca freqüentou qualquer segmento
do JCB e nem se interessou por nada do clube.”
Como sugestão para o JCB melhorar, Afonso
completa:
“Os sócios precisam entender que o clube é um só. Que a união é que faz a força. A atual
administração e o seu candidato precisam parar de jogar uns sócios contra outros. Este artifício é porque eles
querem se eternizar no poder, sem cuidar do clube como um todo. O atual candidato nada mais é do que o continuísmo
do atual presidente. Continuísmo que ele tanto contestou em sua candidatura.”
reproduzido do site União JCB – www.uniaojcb.com.br

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