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Março | 2009

Antigos Criadores VII, por Milton Lodi
12/03/2009 - 12h12min

A grosso modo, poder-se-ia separar em três fases a evolução da criação gaúcha de cavalos de corrida. A primeira era focada nos turfes argentino e uruguaio, à época bem mais adiantados que o brasileiro. Durante muito tempo os cavalos argentinos e uruguaios eram importados não só para correr, e via de regra ganhavam muitas das melhores provas de nossos hipódromos, como também ficavam como reprodutores. Cavalos e éguas, da Argentina e do Uruguai, vieram em quantidade para a criação gaúcha. Nessa primeira fase, nomes como Otavio A. Peixoto, Pedro Olímpio Pires, Ciro Silveira Machado, Pedro Rota e Pedro Simões Pires foram muito importantes.

A segunda fase é marcada fortemente com o surgimento do Haras do Arado, de Breno Caldas. Esse bacharel em Direito e jornalista de profissão, dono do então melhor jornal do Estado do Rio Grande do Sul, gostava de montar, participando de páreos para amadores no Hipódromo dos Moinhos de Vento. Por volta de 1937 comprou uma propriedade a cerca de 30 km do centro de Porto Alegre. Para que se tenha uma idéia do local, há que se entender que quatro grandes rios, o Jacuí, o Taquarí, o Gravataí e o dos Sinos desaguam, têm a foz no mesmo local, formando um estuário na beira da cidade de Porto Alegre. A partir desse estuário as águas chamam-se Rio Guaíba, que desce no sentido sul até formar a Lagoa dos Patos e finalmente desembocar no mar. Após banhar Porto Alegre, o Rio Guaíba passa pela região de Belém Novo, e lá há uma península, uma ponta de terra conhecida como Ponta do Arado Velho. Foi lá que Breno Caldas implantou o seu Haras do Arado. No alto, dominando toda a paisagem, uma linda casa branca, onde ele morava, e em uma enseada junto à ponta ficava o embarcadouro de um grande veleiro, de nome Aventura. Nesse veleiro Breno Caldas navegava pelo Guaíba, podia ir até perto do seu Correio do Povo, do Hipódromo do Cristal e do cais do porto.

O Haras do Arado, que viveu por mais de 50 anos, iniciou-se da tradicional forma gaúcha, importando um lote de cerca de 25 éguas cheias da Argentina. Comprava cavalos argentinos para a reprodução. Até que um dia, assessorado por um companheiro que com ele trabalhava no jornal e era um estudioso das coisas do turfe, Nestor Cavalcanti de Magalhães, entendeu de comprar um garanhão realmente bom, um europeu. Nestor trabalhava no Correio do Povo ao lado de Luiz Fernando Cirne Lima, outro apaixonado pelos cavalos e que veio a ser o melhor Ministro da Agricultura de nosso país. Nestor foi o responsável pela Comissão de Fomento (ou equivalente) do Jockey Club do Rio Grande do Sul, foi um dos mais notáveis nomes do turfe gaúcho. Muitos garanhões foram trazidos de fora.

A primeira importação da Europa foi a de Dark Warrior, ganhador do Derby da Irlanda (2.400 metros), que foi um sucesso. Depois veio Estoc, um Boussac filho de Jook em filha de Tourbillon, ganhador clássico na Inglaterra em 3.200 metros e na França em 2.200 metros. Por fim, veio Elpenor, ganhador na França dos 4.000 metros do Prix du Cadran e na Inglaterra dos 4.000 da Ascot Gold Cup. Elpenor era uma das paixões do hipólogo John Aiscan. O pai era Owen Tudor, um Hyperion, em égua por Bahram, tríplice-coroado inglês em Carissma (mãe de Pharis). Elpenor, que custou uma pequena fortuna na época, era um Boussac importado para bàsicamente cobrir as filhas de Estoc, mas esse morreu deixando apenas 4 pequenas gerações, o que não o impediu de produzir animais notáveis como Estensoro e Estupenda, entre muitos outros. Essa Estupenda, coberta por Elpenor, produziu outra fêmea de exceção Corejada. Elpenor foi pai de muitos ganhadores clássicos, foi avô clássico, e nunca mais voltou para a Europa, apesar de vultosas propostas sempre recusadas por Breno Caldas.

Entre 1992 e 1996, o Jockey Club Brasileiro resolveu homenagear a criação gaúcha, e instituiu um Clássico que fosse corrido na semana do G.P.Brasil, e desde então no Calendário Clássico anual do JCB é disputado o Clássico Breno Caldas.

Breno Caldas não era um carreirista que ia ao prado em todos os fins de semana para ver correr os seus cavalos, e como não havia televisão, acompanhava muitas vezes as corridas pelo rádio. Ele gostava mais dos cavalos de corrida do que das corridas de cavalo. Quando Estensoro foi de Porto Alegre para o Rio de Janeiro de avião, Breno Caldas viajou com ele.

Era comum ele ficar assistindo procedimentos como apalpações, por exemplo. O último veterinário do Arado foi Walter Nunes Flores, que há muitos anos é o veterinário-chefe e o administrador-geral do Haras Santa Ana do Rio Grande, Bagé, RS.

Além dos grandes feitos do Haras do Arado nos principais hipódromos brasileiros, figura marcante na criação brasileira na segunda fase, época em que em Porto Alegre ocorreu o encerramento das atividades do Moinho de Ventos e o surgimento do Cristal, até agora o primeiro e único hipódromo brasileiro com escadas rolantes na parte interna da arquibancada social, ficou de Breno Caldas pessoalmente afável e humano, um frase que ele sempre dizia quando queria saber alguma coisa dos veterinários que examinavam os seus animais:

O que diz a ciência?”

Depois da segunda fase da criação gaúcha, com o grande destaque de Breno Caldas e o seu Haras do Arado, veio a terceira, a atual, quando os cariocas, não tendo no solo fluminense qualidades que permitissem uma criação de alto nível, implantaram seus haras nas adequadas terras de Bagé, Rio Grande do Sul, e fixaram a internacionalização do cavalo brasileiro. Mas isso já é outra história.



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