JÓQUEIS BRASILEIROS FAZEM SUCESSO AO REDOR DO MUNDO
Na próxima sexta–feira, dia 30 de setembro, dois dos mais consagrados jóqueis do turfe brasileiro fazem aniversário. O carioca Jorge Antônio Ricardo completará 55 anos, em boa forma, e na posição de segundo colocado no ranking mundial, com 12.707 vitórias. Posição temporária, por que o líder deste ranking, o canadense Russel Baze aposentou–se este ano e deixou o caminho aberto para Ricardinho ser o número um em vitórias, de todos os tempos. Por coincidência, o paranaense João Moreira nasceu no mesmo dia, em 1984 e, portanto, chega aos 32 anos na condição de um dos jóqueis mais respeitados do planeta. Enquanto Ricardo está próximo de encerrar sua vitoriosa carreira, mas segue idolatrado pelos turfistas argentinos, Moreira atravessa o melhor momento de sua caminhada profissional, no Oriente. Em Cingapura e Hong Kong, onde ganhou centenas de páreos, é conhecido como “Magic Man”, ou “Magic Moreira, para os admiradores mais fanáticos. Duas pedras preciosas da valorizada coleção de joias do turfe brasileiro.
Jorge Ricardo e João Moreira, entretanto, não são os únicos craques das rédeas a dignificar o nosso turfe no exterior. Pelo mundo afora, vários jóqueis oriundos das mais diversas escolas de aprendizes do país também tem brilhado intensamente. Altair Domingos, por exemplo, tem um fã clube em pleno solo argentino. No ano passado foi o vencedor da estatística e também o jóquei com mais sucesso na esfera clássica. Este ano, perdeu a posição para Francisco Leandro, nordestino de boa cepa, que chegou no turfe dos Hermanos feito um furacão. Leandro hoje é o fiel da balança em terras portenhas. Os “burreros”, como são conhecidos os aficionados argentinos, dizem que ele é o homem gol do turfe. Aquele cara que sempre encontra o caminho mais curto para ser o primeiro no disco de chegada com o seu cavalo. Os proprietários e treinadores também parecem acreditar nisso piamente. Leandro é o jóquei mais requisitado no estrelado time de pilotos radicados na Argentina.
Na Europa, mais precisamente na Inglaterra, o maranhense Silvestre de Souza foi o primeiro jóquei brasileiro a vencer uma estatística britânica. De redeador na Irlanda, depois de passagem quase despercebida em Cidade Jardim, Silvestre alcançou o estrelato no cenário mundial. Jóquei da famosa Goldophin, dos sheiks de Dubai, ele coleciona, nos últimos anos, títulos e vitórias fantásticas no encantado mundo das mil e uma noites árabes. No dorso do craque African Story venceu a Dubai World Cup, com dotação de US$ 10 milhões, a maior do mundo, e também o Prêmio Roma. Com outro puro–sangue espetacular, Farhh, levantou o Longines Stakes e Champion Stakes. Num plano um pouco abaixo devem ser citados outros ótimos pilotos como Manoel Nunes, Tiago Josué Pereira, José Aparecido, Leandro Gonçalves, Eurico Rosa e muitos outros. Todos eles tem escrito belas histórias pessoais no turfe internacional.
JOQUEADA DA SEMANA – Wesley Silva Cardoso, mais uma vez, deu a melhor direção da semana. Foi na sexta–feira, no dorso de Legion, do Stud São Sebastião do Alto, e preparo de Renan Marques, em boa fase. Calculista e preciso como um relógio suíço Wesley nem parece ter tão pouca idade. Menção honrosa para o “Ice Man”, Waldomiro Blandi, com Pianella, do Stud V de Villela, no sábado à tarde. Fez um percurso de almanaque na sua conduzida. Reaparecimento maravilhoso do sempre competente e vitorioso Luiz Roberto Feltran.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO – Na raia da Gávea, neste último conjunto de programas, não consegui ver nada mais bonito do que o potro Purebred, do Stud Estelinha. Parabéns ao jovem Roberto Solanês, a cada dia mais experiente na difícil profissão de treinador. Esta maturidade alimenta a todos nós com o passar do tempo e transforma–se num fator preponderante para o sucesso. Um braço ao orgulhoso pai, o meu amigo Gilberto Solanês, um grande contador de histórias. Memória viva do turfe.