Ortile, um dos muitos craques da década de 60 18/04/2012 - 11h43min
Arquivo RL

Ortille é o vencedor do GP Brasil de 1962
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A década de 60 do século anterior foi pródiga em termos de valores, uma época em que o turfe era um dos esportes preferidos do público. Naqueles tempos, o castanho Ortile, filho de Orbaneja e Burtile, por Burpham (pai do craque Farwell). De propriedade do Stud Eduardo Guilherme, Ortile marcou presença nas pistas ao se defrontar com alguns “monstros sagrados” do turfe de então.
Com campanha desenvolvida entre os Hipódromos de Cidade Jardim e da Gávea, Ortile obteve seis vitórias (cinco delas em provas clássicas) e subiu no marcador em 13 oportunidades (12 em carreiras do calendário clássico). Foi vencedor das duas etapas iniciais das Tríplices Coroas (carioca e paulista) e conseguiu sua consagração ao ganhar o GP Brasil de 1962, por desclassificação do argentino Montecristo, que correu dopado.
Dentre suas colocações mais importantes, há de se ressaltar a que foi conquistada no GP São Paulo, ao secundar o craque argentino Arturo A, além de três segundos lugares para o invicto Emerson e um terceiro lugar no Derby Sul–Americano, atrás apenas de Emerson e Sing Sing, este último um ganhador do GP São Paulo.
Tivesse nascido em outro momento, livre de algumas "feras", e Ortile seria muito mais lembrado do que é.
Por Eluan Turino |